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Raio-X do atleta: Paquetá aparece como meia-atacante em possível escalação do Flamengo

O Flamengo visita o Estudiantes nesta quinta-feira (15), às 21h30, pelo horário de Brasília, no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata

Paquetá é um dos destaques do Flamengo. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
© Jorge RodriguesPaquetá é um dos destaques do Flamengo. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

1. O momento de Paquetá no Flamengo

Lucas Paquetá deu a assistência para Jorge Carrascal marcar aos 65 minutos na vitória do Flamengo por 1 a 0 sobre o Fluminense, em 11 de outubro, pelo Brasileirão. A participação no gol do clássico é um exemplo recente do que o jogador pode oferecer na criação antes da semifinal da Libertadores contra o Estudiantes.

Além do passe decisivo, Paquetá também participou das tentativas de gol: foram quatro chutes, dois deles no alvo, em 79 minutos. Os indicadores ajudam a dimensionar essa contribuição e a colocar o desempenho recente ao lado de sua produção nas duas competições.

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2. Indicadores de impacto na temporada

Métrica/AspectoDesempenho do jogadorImpacto prático na equipe
Brasileirão 202621 jogos, 17 como titular e 6 golsParticipação frequente na equipe e contribuição como finalizador
Libertadores: fase regular de 20264 jogos, 2 como titular, 212 minutos e 2 golsProdução ofensiva no recorte da fase regular, anterior à semifinal
Criação no clássicoAssistência para o gol de Carrascal contra o FluminenseParticipação direta na jogada que decidiu a partida
Finalizações no clássico4 chutes, 2 no alvo e xG de 0,33 em 79 minutosPresença nas tentativas de gol, além da criação para um companheiro
Avaliação no clássicoNota 7,15 na partida de 11 de outubroIndicador complementar à assistência e às finalizações naquele jogo

3. O papel de Paquetá no esquema do Flamengo

Leonardo Jardim tem uma preferência clara ao utilizar Paquetá, mas não limita o jogador a uma única posição. Ao explicar sua avaliação, o treinador afirmou: “Eu o vejo como um volante que pode fazer outras posições. Mas a primeira é volante. Acho que ele é um segundo volante”.

O técnico também acrescentou: “E eu posso escalá-lo de meias e pontas”. A declaração abre três caminhos de utilização:

  • Segundo volante: É a posição prioritária na avaliação de Jardim, com Paquetá atuando em uma faixa mais recuada do meio-campo.
  • Meia: É uma alternativa para colocá-lo mais adiantado, aproximando sua participação da organização ofensiva.
  • Ponta: Outra opção expressamente mencionada pelo treinador, que amplia as escolhas para a composição do ataque.

A diferença prática está no ponto de partida: mais recuado, ele participa de uma etapa anterior da construção; como meia, atua mais perto das ações ofensivas. A preferência do treinador por utilizá-lo como segundo volante não define, por si só, sua função na semifinal.

4. O encaixe no Flamengo contra o Estudiantes

Arrascaeta está indisponível para o confronto em La Plata. Na escalação ainda não confirmada para a semifinal, Paquetá aparece entre os titulares como meia-atacante no 4-2-3-1, uma das possibilidades de utilização mencionadas por Jardim.

Continuidade da estrutura: Uma eventual escolha de Paquetá para substituir Arrascaeta não exigiria alterar a estrutura tática da equipe.

Opções de composição: Samuel Lino, Jorge Carrascal e Gonzalo Plata, além de Paquetá, são alternativas para a armação. Lino havia se destacado nessa função durante a intertemporada.

Carrascal também destacou sua disposição para atuar em funções diferentes: “Eu vim para a equipe, para jogar em qualquer posição que me coloquem. Venho trabalhando, me adaptando bem, e acho que o grupo também me ajuda”. A versatilidade dos jogadores amplia as possibilidades de composição ao redor de Paquetá, sem engessar a distribuição em campo.

5. O que observar durante a partida

  1. Posição ocupada: Caso entre em campo, observar se Paquetá atua como segundo volante, meia ou ponta e em qual faixa recebe a bola com mais frequência.
  2. Participação na criação: Acompanhar os passes que geram oportunidades e sua presença na construção ofensiva, especialmente quando o Flamengo avança até as proximidades da área.
  3. Ações de finalização: Observar a frequência dos chutes e quantos encontram o alvo, distinguindo sua participação como finalizador das oportunidades que cria para os companheiros.
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