1. O momento de Paquetá no Flamengo
Lucas Paquetá deu a assistência para Jorge Carrascal marcar aos 65 minutos na vitória do Flamengo por 1 a 0 sobre o Fluminense, em 11 de outubro, pelo Brasileirão. A participação no gol do clássico é um exemplo recente do que o jogador pode oferecer na criação antes da semifinal da Libertadores contra o Estudiantes.
Além do passe decisivo, Paquetá também participou das tentativas de gol: foram quatro chutes, dois deles no alvo, em 79 minutos. Os indicadores ajudam a dimensionar essa contribuição e a colocar o desempenho recente ao lado de sua produção nas duas competições.
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2. Indicadores de impacto na temporada
| Métrica/Aspecto | Desempenho do jogador | Impacto prático na equipe |
|---|---|---|
| Brasileirão 2026 | 21 jogos, 17 como titular e 6 gols | Participação frequente na equipe e contribuição como finalizador |
| Libertadores: fase regular de 2026 | 4 jogos, 2 como titular, 212 minutos e 2 gols | Produção ofensiva no recorte da fase regular, anterior à semifinal |
| Criação no clássico | Assistência para o gol de Carrascal contra o Fluminense | Participação direta na jogada que decidiu a partida |
| Finalizações no clássico | 4 chutes, 2 no alvo e xG de 0,33 em 79 minutos | Presença nas tentativas de gol, além da criação para um companheiro |
| Avaliação no clássico | Nota 7,15 na partida de 11 de outubro | Indicador complementar à assistência e às finalizações naquele jogo |
3. O papel de Paquetá no esquema do Flamengo
Leonardo Jardim tem uma preferência clara ao utilizar Paquetá, mas não limita o jogador a uma única posição. Ao explicar sua avaliação, o treinador afirmou: “Eu o vejo como um volante que pode fazer outras posições. Mas a primeira é volante. Acho que ele é um segundo volante”.
O técnico também acrescentou: “E eu posso escalá-lo de meias e pontas”. A declaração abre três caminhos de utilização:
- Segundo volante: É a posição prioritária na avaliação de Jardim, com Paquetá atuando em uma faixa mais recuada do meio-campo.
- Meia: É uma alternativa para colocá-lo mais adiantado, aproximando sua participação da organização ofensiva.
- Ponta: Outra opção expressamente mencionada pelo treinador, que amplia as escolhas para a composição do ataque.
A diferença prática está no ponto de partida: mais recuado, ele participa de uma etapa anterior da construção; como meia, atua mais perto das ações ofensivas. A preferência do treinador por utilizá-lo como segundo volante não define, por si só, sua função na semifinal.
4. O encaixe no Flamengo contra o Estudiantes
Arrascaeta está indisponível para o confronto em La Plata. Na escalação ainda não confirmada para a semifinal, Paquetá aparece entre os titulares como meia-atacante no 4-2-3-1, uma das possibilidades de utilização mencionadas por Jardim.
Continuidade da estrutura: Uma eventual escolha de Paquetá para substituir Arrascaeta não exigiria alterar a estrutura tática da equipe.
Opções de composição: Samuel Lino, Jorge Carrascal e Gonzalo Plata, além de Paquetá, são alternativas para a armação. Lino havia se destacado nessa função durante a intertemporada.
Carrascal também destacou sua disposição para atuar em funções diferentes: “Eu vim para a equipe, para jogar em qualquer posição que me coloquem. Venho trabalhando, me adaptando bem, e acho que o grupo também me ajuda”. A versatilidade dos jogadores amplia as possibilidades de composição ao redor de Paquetá, sem engessar a distribuição em campo.
5. O que observar durante a partida
- Posição ocupada: Caso entre em campo, observar se Paquetá atua como segundo volante, meia ou ponta e em qual faixa recebe a bola com mais frequência.
- Participação na criação: Acompanhar os passes que geram oportunidades e sua presença na construção ofensiva, especialmente quando o Flamengo avança até as proximidades da área.
- Ações de finalização: Observar a frequência dos chutes e quantos encontram o alvo, distinguindo sua participação como finalizador das oportunidades que cria para os companheiros.





