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Copa do Mundo

Noruega faz queixa à Fifa após decisão no caso Balogun: “Influenciado por forças externas”

Atacante dos Estados Unidos teve cartão vermelho anulado pela Fifa e foi liberado para disputar as oitavas de final da Copa

Balogun pelo EUA. Foto: Jamie Squire/Getty Images
© Getty ImagesBalogun pelo EUA. Foto: Jamie Squire/Getty Images

A Federação Norueguesa de Futebol decidiu levar adiante uma reclamação formal contra a Fifa por causa da condução do chamado “caso Balogun” durante a Copa do Mundo. A iniciativa foi confirmada pela presidente da entidade, Lise Klaveness, que demonstrou preocupação com o impacto da decisão para o futebol.

Segundo a dirigente em entrevista ao Times, o problema vai além da liberação do atacante norte-americano para disputar a fase seguinte do torneio. Para ela, a forma como o episódio foi conduzido cria um precedente delicado e coloca em dúvida a aplicação das regras disciplinares em competições internacionais.

Lise afirmou que a Noruega pretende questionar oficialmente a entidade máxima do futebol e espera uma manifestação pública do presidente Gianni Infantino. A dirigente acredita que a decisão precisa ser esclarecida para preservar a confiança nos processos adotados pela Fifa.

Presidente da federação faz críticas duras ao processo

Durante entrevista ao The Times, Lise Klaveness criticou a flexibilização da punição aplicada ao jogador e afirmou: Quando flexibiliza uma regra como essa, você está entrando em uma espiral perigosa que coloca todo o jogo em risco. É preocupante para o jogo quando você compromete regras fundamentais.”

Na sequência, a presidente reforçou que espera mais transparência da Fifa sobre o caso. É muito importante que haja uma comunicação honesta sobre o assunto. Todos sabemos que esse veredito foi influenciado por forças externas e não seguiu o devido processo legal. Precisamos que o líder da Fifa diga que isso foi um erro.”

Relembre o caso Balogun

Folarin Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia, pela fase de 16 avos de final da Copa do Mundo. Pela regra, o atacante cumpriria suspensão automática na partida seguinte, mas o Comitê Disciplinar da Fifa anulou a punição e autorizou sua presença no confronto contra a Bélgica, válido pelas oitavas de final.

Antes da decisão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou publicamente que havia solicitado a Gianni Infantino uma revisão da suspensão. Após a liberação do atacante, Trump elogiou a medida adotada pela Fifa, enquanto o episódio passou a gerar críticas de diferentes dirigentes e abriu um debate sobre a independência das decisões disciplinares durante a competição.

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