Bruno Guimarães ainda convive com a lembrança do pênalti desperdiçado na eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo de 2026. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, em Brisbane, na Austrália, o volante reconheceu a dor pelo episódio, mas afirmou que busca utilizá-lo como aprendizado para a sequência da carreira.
“Perder um pênalti faz parte do futebol, mas a gente nunca está pronto para isso acontecer. Obviamente, é uma ferida, é uma cicatriz. Está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido. Mas faz parte do futebol. Que eu possa aprender com os meus erros, que é o mais importante”, afirmou.
Bruno explica cobrança e cita Vini Júnior
Depois da eliminação, surgiram questionamentos sobre Vini Júnior não ter assumido a cobrança. Bruno explicou que a responsabilidade já havia sido determinada antes da partida e que a movimentação dos jogadores com a bola antes do pênalti fazia parte de uma tentativa de confundir o goleiro adversário.
“Sempre antes do jogo a gente tem a nossa preleção, e o professor determina quem vai bater. Eu fui o cara escolhido para bater. Ali na hora, teve jogadores que quiseram pegar a bola. Um jogador pega, passa para o outro, até para tentar enganar o goleiro. E foi isso que aconteceu, nada demais. O Vini não era. Quem tinha que bater o pênalti era eu”, explicou Bruno.
Apesar da lembrança dolorosa, o jogador do Arsenal garantiu que não pretende fugir da responsabilidade caso tenha uma nova oportunidade. “Se tiver outro pênalti e fosse delegado a mim, eu não vou me esconder. Eu vou bater de novo mil vezes se tiver que fazer, porque representar essa camisa representa tudo para mim, sempre foi o maior sonho da minha vida”, disse.
Bruno assume papel de liderança no novo ciclo
Com 48 partidas pela Seleção Brasileira, Bruno se aproxima da marca de 50 jogos e passa a exercer uma função de liderança em um elenco que conta com nove estreantes. “Acho que o mais importante quando cheguei aqui foi que todos os mais velhos me passaram confiança para que eu pudesse me sentir o mais à vontade possível para desempenhar o meu melhor futebol. Agora estou nessa missão de passar confiança para os mais jovens, para que eles possam se sentir o melhor possível”, comentou.
Sobre a reformulação do grupo, completou: “Acho que a renovação é sempre importante. Obviamente não dá para mudar tudo da noite para o dia. Tem muitos grandes jogadores que permaneceram, outros grandes jogadores que estão vindo. É importante o professor também, nesse começo, ter um leque maior de opções, descobrir outros jogadores e ver como eles se comportam no dia a dia”, destacou. O Brasil enfrenta a Austrália nos dias 25 e 29 de setembro e encerra a Data Fifa contra a Índia, em 3 de outubro.





