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Copa do Mundo

Mbappé, Messi e Bruno Guimarães ampliam erros e Copa tem pior aproveitamento de pênaltis

Erros de grandes estrelas ajudaram a derrubar o índice de conversão nas cobranças de pênalti, fazendo da Copa do Mundo 2026 a edição com o pior aproveitamento da história

FOXBOROUGH, MASSACHUSETTS - JULY 09: Kylian Mbappe #10 of France reacts after failing to convert a penalty that was saved by Yassine Bounou #1 of Morocco during the FIFA World Cup 2026 Quarter Final match between France and Morocco at Boston Stadium on July 09, 2026 in Foxborough, Massachusetts. (Photo by Lars Baron/Getty Images)
© Getty ImagesFOXBOROUGH, MASSACHUSETTS - JULY 09: Kylian Mbappe #10 of France reacts after failing to convert a penalty that was saved by Yassine Bounou #1 of Morocco during the FIFA World Cup 2026 Quarter Final match between France and Morocco at Boston Stadium on July 09, 2026 in Foxborough, Massachusetts. (Photo by Lars Baron/Getty Images)

Nem mesmo os maiores craques do futebol mundial escaparam da marca da cal na Copa do Mundo 2026. O pênalti desperdiçado por Kylian Mbappé diante do Marrocos, nas quartas de final, consolidou um dado histórico, o Mundial registra o pior aproveitamento em cobranças de pênalti desde o início da série histórica da Opta, em 1966.

O francês passou a integrar uma lista que já contava com nomes como Lionel Messi e Bruno Guimarães, símbolos de uma competição marcada pelos erros nas penalidades. O lance aconteceu nesta quinta-feira, durante o confronto entre França e Marrocos. Após uma longa paralisação para checagem e reorganização da cobrança, Mbappé bateu fraco, à meia altura, e viu Bounou fazer a defesa.

Antes da tentativa do camisa 10 francês, a Copa já contabilizava 20 erros em 59 cobranças, considerando tempo normal, prorrogação e disputas por pênaltis. Com a defesa do goleiro marroquino, o índice caiu para 39 acertos em 60 cobranças, um aproveitamento de apenas 65%, o menor já registrado pela Opta em Mundiais.

Mbappé, Messi e Bruno Guimarães perdem pênalti na Copa

O cenário fica ainda mais evidente quando são analisados apenas os pênaltis cobrados com a bola rolando. Após o erro de Mbappé, foram 20 cobranças, com 14 gols e seis desperdícios, resultando em um aproveitamento de 70%. O índice está muito abaixo da média histórica de 79,1% registrada pela Opta desde a Copa do Mundo de 1966, mostrando que até especialistas têm encontrado dificuldades para converter penalidades nesta edição do torneio.

Os principais responsáveis por essa queda nos números são justamente alguns dos maiores protagonistas da competição. Lionel Messi desperdiçou dois pênaltis nesta Copa, diante de Áustria e Egito, tornando-se o primeiro jogador a errar mais de uma cobrança com a bola rolando em uma mesma edição de Mundial, desconsiderando as disputas por pênaltis.

No histórico das Copas, o argentino soma quatro erros em oito tentativas, com 50% de aproveitamento. Bruno Guimarães também desperdiçou uma cobrança contra a Noruega, nas oitavas de final, em um lance que pesou na eliminação do Brasil. Já Mbappé, que havia convertido um pênalti decisivo contra o Paraguai, agora também integra a lista de estrelas que falharam da marca da cal.

Copa do Mundo 2026 registrou quatro decisões de pênaltis

As disputas por pênaltis reforçam ainda mais essa tendência. Até as quartas de final, a Copa do Mundo 2026 registrou quatro decisões, totalizando 40 cobranças, com 25 gols e 15 erros, aproveitamento de 62,5%. Os confrontos entre Alemanha x Paraguai tiveram cinco erros em 12 cobranças; Holanda x Marrocos, cinco em dez; Austrália x Egito, dois em oito; e Suíça x Colômbia, três em dez. O índice também fica abaixo da média histórica de 69,4% registrada pela Opta nas disputas por pênaltis em Copas do Mundo.

O desempenho desta Copa confirma uma tendência observada nos últimos Mundiais. De acordo com a Opta, o aproveitamento geral nas cobranças de pênalti vem diminuindo desde a Copa de 2014, e a edição de 2026 aprofundou esse movimento.

O avanço dos estudos sobre goleiros, a pressão psicológica das partidas eliminatórias, as longas revisões do VAR e o desgaste provocado por uma competição mais extensa aparecem como fatores que ajudam a explicar a queda na eficiência das cobranças.

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