O Consórcio Fla-Flu, responsável pela administração do Maracanã, questionou as exigências da Fifa sobre a utilização do estádio durante a Copa do Mundo Feminina de 2027. O principal ponto de divergência envolve o período de uso exclusivo e de preservação do gramado previsto no contrato firmado para a competição. Diante do impasse, a entidade máxima do futebol solicitou a intervenção do Governo do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo é garantir o cumprimento das obrigações estabelecidas para o Mundial. O Maracanã está confirmado como palco da final do torneio.
Segundo o contrato firmado para a realização da Copa do Mundo Feminina, a Fifa terá uso exclusivo do Maracanã a partir de 14 dias antes da primeira partida no estádio. O documento também prevê um período de preservação do gramado de 28 dias antes da estreia e mais cinco dias após o último jogo realizado no local. O Consórcio Fla-Flu busca reduzir esse prazo de preservação. A intenção é diminuir o período sem utilização do estádio por Flamengo e Fluminense. As condições fazem parte das exigências para a realização da competição.
Em ofício encaminhado no dia 24 de junho ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Fifa solicitou apoio para assegurar o cumprimento das obrigações previstas no Contrato de Estádio. O documento cita como pontos em discussão o período de uso exclusivo, a preservação do gramado e as adaptações necessárias para receber o Mundial. Segundo a entidade, as tratativas com a concessionária não avançaram conforme o planejamento inicial. Por isso, a Fifa pediu a participação do governo nas negociações. O objetivo é evitar impactos na organização da competição.
Concessionária aponta impactos na concessão
De acordo com o diretor executivo de operações da Copa do Mundo Feminina de 2027, Thiago Jannuzzi, a concessionária passou a argumentar que os prazos previstos podem comprometer indicadores de desempenho previstos no contrato de concessão do Maracanã. Segundo o Consórcio Fla-Flu, o cumprimento das exigências da Fifa pode resultar em penalidades, aumento da outorga, redução de notas de desempenho e aplicação de mecanismos de ajuste financeiro. Esses pontos fazem parte das discussões entre as partes. As negociações seguem em andamento.
Além do período de utilização do estádio, a Fifa também solicitou que o Governo do Estado participe da definição de um plano de ação para as adaptações necessárias no Maracanã. Segundo o ofício, será preciso avaliar intervenções para adequar o estádio às exigências da Copa do Mundo Feminina. A entidade informou ainda que a concessionária questiona a responsabilidade pelos investimentos previstos. A apuração indica que as obras deverão ser divididas entre o Governo do Estado e a Prefeitura do Rio de Janeiro. O planejamento será discutido entre os envolvidos.
Outro ponto destacado envolve a participação do secretário-chefe da Casa Civil do Estado, Flávio Willeman, que também exerce a função de vice-presidente do Flamengo. O ofício da Fifa foi encaminhado a diferentes secretarias estaduais, incluindo a Casa Civil. Willeman informou anteriormente que se considera impedido de atuar em assuntos relacionados ao Flamengo ou ao Consórcio Maracanã. O documento também foi direcionado às áreas de Gestão Administrativa e Patrimonial, Grandes Eventos e Esporte e Lazer. A condução das tratativas ficará sob responsabilidade dos órgãos competentes.
Palco da final
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada entre os dias 24 de junho e 25 de julho e terá o Brasil como sede pela primeira vez. O Maracanã já está confirmado para receber a final da competição e também é candidato a sediar a partida de abertura. Enquanto isso, Fifa, concessionária e Governo do Estado seguem discutindo os ajustes necessários para garantir a realização do torneio conforme o contrato.





