A derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026, marcou a despedida de Didier Deschamps do comando da seleção francesa. Após o encerramento da campanha, o treinador falou pela primeira vez sobre os motivos que o levaram a deixar o cargo.
Em entrevista ao canal M6, o técnico afirmou que sua decisão foi tomada pensando exclusivamente no futuro da equipe. Segundo ele, o ambiente nos bastidores havia chegado a um ponto que tornou impossível seguir no comando da seleção.
“Tomei essa decisão, não foi por mim, sinceramente, foi pelo bem da seleção. Talvez eu não tenha dito isso antes. Pq o ambiente era insuportável, a seleção francesa não merece isso“
Fim de um ciclo histórico na seleção
Além de explicar a saída, Deschamps reforçou que sempre colocou a seleção acima de qualquer interesse pessoal. O treinador destacou que encarou os 14 anos no comando como uma missão e afirmou que chegou o momento de encerrar esse ciclo.
“A seleção francesa está acima de tudo. Ela não me pertence. Eu a serviço em missão por quatorze anos. Não há nada acima desta camisa“, afirmou.
O encerramento da trajetória acontece depois de uma das passagens mais vitoriosas da história da França. Sob seu comando, a equipe conquistou a Copa do Mundo de 2018, venceu a Liga das Nações de 2021 e ainda chegou à final do Mundial de 2022, consolidando Deschamps entre os grandes técnicos do futebol francês.
Críticas aumentam pressão por mudanças
O clima turbulento também ficou evidente após a derrota para a Inglaterra. O meio-campista Adrien Rabiot demonstrou insatisfação com a postura de parte do elenco e revelou que ficou decepcionado com o comportamento de alguns companheiros durante a partida.
Enquanto a federação francesa trabalha para iniciar um novo ciclo, Zinedine Zidane aparece como o principal candidato para assumir o comando da equipe. A expectativa é de que a troca seja oficializada nos próximos dias, encerrando definitivamente uma era iniciada por Deschamps há 14 anos.





