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Seleção Brasileira

Corte de Wesley faz Seleção Brasileira repetir estratégia usada desde 1970 em Copas do Mundo

Troca de posições após lesões e cortes próximos ao Mundial já aconteceu diversas vezes e começou ainda na campanha do tricampeonato

Wesley fará exames neste domingo. Foto: William Volcov/IMAGO/ Brazil Photo Press
© IMAGO/Brazil Photo PressWesley fará exames neste domingo. Foto: William Volcov/IMAGO/ Brazil Photo Press

O corte de Wesley às vésperas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 trouxe de volta uma situação pouco comum, mas longe de inédita. Ao chamar Éderson, volante da Atalanta, para substituir um lateral, Carlo Ancelotti repetiu um movimento que já aconteceu outras vezes na história do Brasil em Mundiais.

Ao todo, contando com a mudança envolvendo Wesley, esta passa a ser a sexta vez em que a Seleção substitui um atleta lesionado ou cortado por outro jogador de posição diferente durante o ciclo imediato da Copa do Mundo.

A primeira mudança desse tipo aconteceu justamente na campanha do tricampeonato mundial. Em 1970, Zagallo surpreendeu ao cortar o goleiro Leão inicialmente, mas depois precisou recolocá-lo no grupo após retirar o atacante Rogério da lista definitiva.

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Casos famosos marcaram outras Copas

Em 1998, novamente sob comando de Zagallo, o volante Flávio Conceição acabou cortado e abriu espaço para a entrada do lateral-direito Zé Carlos.

Talvez o caso mais lembrado tenha acontecido pouco antes daquele Mundial. O polêmico corte de Romário abriu vaga para o volante Emerson, mudança que gerou enorme repercussão entre torcida e imprensa.

Wesley, lateral-direito da Seleção Brasileira

Wesley, lateral-direito da Seleção Brasileira – Foto: Ryan Pierse/Getty Images

Já em 2002, a situação se inverteu. Emerson sofreu grave lesão no ombro antes da estreia e foi substituído pelo meia Ricardinho, chamado às pressas pelo técnico Luiz Felipe Scolari.

Ancelotti aposta em equilíbrio para 2026

Agora, em 2026, Ancelotti segue caminho parecido. Sem encontrar no grupo um substituto natural para Wesley, o italiano preferiu reforçar o meio-campo e apostar em maior equilíbrio tático.

Éderson chega para ampliar a concorrência com Casemiro, Bruno Guimarães, Fabinho, Lucas Paquetá e Danilo Santos, enquanto a lateral-direita ficará concentrada entre Danilo e Ibañez.