Em junho deste ano, o então presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) Rogério Caboclo sofreu uma denúncia de assédio sexual e moral por parte de uma funcionária da entidade, em matéria divulgada pelo site GE. O episódio gerou o afastamento dele do cargo, e desencadeou um processo na justiça comum, que ainda não chegou a um desfecho.
Nesta sexta-feira (3), os repórteres Gabriela Moreira, Martín Fernández e Sérgio Rangel, do site GE, publicaram uma matéria que diz que Caboclo fez um acordo com o Ministério Público para que a acusação seja arquivada. O artifício utilizado é a “transação penal”, na qual o acusado troca o processo por uma quantia em dinheiro.
O montante será doado para ONGs, e Caboclo pagará cerca de R$ 100 mil, ainda de acordo com o GE. A entidade em questão seria uma que combate a violência à mulher, objeto pelo qual o cartola foi acusado pela funcionária da CBF. No entanto, Caboclo sequer pode se aproximar da sede da entidade, nem fazer contato com seis pessoas específicas.

O dirigente nega a acusação. Na semana passada, a Comissão de Ética da CBF chegou à conclusão que Caboclo não cometeu assédio sexual, e apenas classificou o caso como “comportamento inadequado”, sugerindo uma punição de 15 meses. Dessa maneira, ele poderia retornar à presidência da CBF, e cumprir o mandato até o final.
Situação semelhante em processos judiciais aconteceu com o atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol, do Flamengo. Depois que foi flagrado em um cassino clandestino em março deste ano, ele aceitou pagar R$ 110 mil para que o caso fosse arquivado.




