O MorumBis pode ter um novo nome a partir de 2027. Internamente, o São Paulo já trabalha com a possibilidade de não renovar o atual contrato de naming rights, em meio a um cenário de indefinição nos bastidores.

Fachada do MorumBis. Foto: Fabio Giannelli/AGIF
© Fabio Giannelli/AGIFFachada do MorumBis. Foto: Fabio Giannelli/AGIF

Segundo o UOL, dirigentes e pessoas ligadas à cúpula tratam o tema com cautela, mas admitem que a continuidade do acordo é improvável. As conversas com a Mondelez se arrastam desde 2025, sem avanço significativo até o momento.

Nos últimos dias, houve uma nova reunião entre o diretor de marketing Eduardo Toni e representantes da empresa. Mesmo assim, não houve evolução, e o cenário segue sem definição sobre a renovação.

Contrato do São Paulo com a Mondelez

O contrato entre o São Paulo e a Mondelez foi firmado no fim de 2023, com valor total de cerca de R$ 75 milhões e duração até dezembro de 2026. Mesmo com a ideia de retomar as conversas no início deste ano, as negociações não avançaram e seguem travadas.

Com esse cenário, o clube já considera, de forma interna, a possibilidade de adotar um novo nome para o estádio a partir do início do próximo ano. A mudança pode acontecer em um período simbólico, próximo ao centenário são-paulino.

O naming rights do Morumbis era vantajoso para o São Paulo?

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Nos bastidores, fatores externos também pesam, como a disparada no preço do cacau, que afeta investimentos da holding ligada à Lacta. Além disso, o crescimento das casas de apostas no futebol tem mudado o mercado e reduzido o espaço de marcas do varejo nesse tipo de acordo.

Possíveis outras empresas

Fachada do MorumBis. Foto: Fabio Giannelli/AGIF

O São Paulo também recebeu interesse de outras empresas para o naming rights do Morumbi, e uma das sondagens veio da BYD. A possibilidade chegou a ser discutida nas últimas semanas da gestão de Julio Casares, com contatos diretos entre as partes.

A proposta envolvia a adoção do nome “MorumBYD”, mas as conversas não avançaram e acabaram esfriando com mudanças internas. O clube chegou a indicar valores na negociação, pedindo cerca de R$ 35 milhões por temporada em um contrato de pelo menos cinco anos.