Depois de se levantar o troféu do Campeonato Paulista na última temporada, esperava-se que o São Paulo pudesse ter mais tranquilidade para prosseguir seu projeto de futebol. Não foi o caso, uma vez que alguns meses depois, o então treinador Hernán Crespo foi demitido e a equipe tinha chances de ser rebaixada no Brasileirão. Agora, no início desta edição do estadual, o clima segue turbulento.
Na última rodada do Paulistão, o Tricolor do Morumbi foi até o Nabi Abi Chedid enfrentar o Red Bull Bragantino, na noite da última quinta-feira (3). Os visitantes saíram derrotados em um jogo elétrico, que terminou em 4 a 3 para a equipe do interior paulista. Entretanto, a partida ficou marcada por erros individuais da defesa são-paulina, em especial do veterano zagueiro Miranda, no lance do primeiro gol.
Miranda errou o passe que resultou na finalização de Artur, que abriu o placar em Bragança Paulista. Em sua coluna no UOL Esporte, o jornalista André Rocha discutiu sobre a possível “culpa” do zagueiro neste contexto, e ponderou até que ponto o experiente jogador é um “vilão” ou apenas alguém que teria sido “prejudicado” pela mudança para o esquema do atual treinador da equipe, Rogério Ceni.
“O zagueiro nunca foi excelente passador, um construtor de jogadas desde a retaguarda. Jogava simples, usando as ligações diretas em momentos de pressão. Sem complicar”, começou Rocha, que prosseguiu: “No contexto complicado de um time que parecia ganhar paz com o título estadual no ano passado, mas voltou a ser uma panela de pressão e começa muito mal o Paulista de 2022, Miranda surge como vilão. Ou um “elo fraco” no modelo de jogo do treinador”.
“Erra o jogador ou o técnico? Ou a diretoria, que fez uma transição complicada? Agora sofre e Miranda está no ‘olho do furacão’. Responsabilidade do zagueiro ou culpa da proposta de jogo? A única certeza é de que os primeiros sinais do São Paulo na temporada não são nada promissores”, indaga o jornalista. Atualmente, o São Paulo soma apenas um ponto em três rodadas no Campeonato Paulista.




