Felipe Vizeu carrega nas costas a tarefa mais ingrata do futebol: fazer gols quando eles mais importam. É dele que o Sporting Cristal depende nesta terça-feira, 5, no Estádio Alejandro Villanueva, em Lima. Do outro lado, o Palmeiras que não costuma facilitar a vida de ninguém e que tem a missão da vitória para aliviar sua situação na Copa Libertadores.
Desbancar um tricampeão da América nunca entra na categoria do trivial. O time do técnico Zé Ricardo sabe disso e joga com essa medida de realidade. Às vésperas do confronto, Felipe Vizeu tratou de apontar o que considera um dos trunfos palestrinos para o duelo.
Em conversa com ao portal Terra, Vizeu destacou a importância de os companheiros estarem atentos às jogadas aéreas da equipe treinada por Abel Ferreira: “A gente tem que, primeiramente, igualar com eles em bola aérea. O Palmeiras é uma equipe muito forte na bola aérea, bola parada, escanteios, faltas. A gente precisa estar sempre muito atento, dobrar a atenção, a vontade. Se a gente pegar a maioria dos jogos do Palmeiras, você vê gols de bola parada, escanteios, os zagueiros sempre fazendo muitos gols”.
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Se a ideia é parar o Maior Campeão do Brasil, convém começar pelo básico: defender bem. Parece simples, mas raramente é. O Sporting Cristal terá de fazer disso uma virtude, não um recurso ocasional. Felipe Vizeu sabe onde pisa.
O perigo não se limita aos atacantes. No Palmeiras, segundo Vizeu, ele se espalha pelo campo, aparece de surpresa, cobra seu preço na menor distração.

Brasileiro no comando: Zé Ricardo é o treinador do Sporting Cristal Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
“Os dois zagueiros titulares do Palmeiras estão entre os dez maiores goleadores, tanto o Murilo quanto o [Gustavo] Gomez. Estamos falando da dupla de zaga do mesmo time. Não só nisso, mas no jogo associativo, no contra-ataque, também são muito rápidos, muito fortes, uma característica de jogo também do Abel, um jogo também truncado. O caminho é a gente igualar isso, não dar brecha para essas bolas paradas”, explicou o centroavante cria do Flamengo e que também passou pelo Grêmio.
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O reencontro não é exatamente uma novidade e sim uma lembrança recente. Na segunda rodada, na casa do Palestrina, o Sporting Cristal mostrou que podia competir. Perdeu, é verdade. Mas não sem antes incomodar. O 2 a 1 veio no detalhe que costuma decidir jogos desse porte: um pênalti, já na reta final, convertido por Flaco López.Agora, o cenário muda de endereço, não de exigência. O Cristal sabe que já esteve perto. Falta descobrir se consegue ir além disso — ou se repetirá o roteiro em que competir bem não é suficiente.






