O gramado Allianz Parque, casa do Palmeiras, está entre algumas das arenas modernas do futebol brasileiro que utiliza grama artificial. Às vésperas do duelo entre Palmeiras e Flamengo neste sábado (8), às 12h, horário de Brasília, pela 14ª rodada do Brasileirão, o gramado do estádio foi alvo de críticas do Rubro Negro Carioca e defendido pela Soccer Grass, responsável pela manutenção do campo.

Marcos Braz, dirigente do Flamengo, durante partida contra o Fluminense no Maracanã pelo Carioca 2022. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
© Thiago Ribeiro/AGIFMarcos Braz, dirigente do Flamengo, durante partida contra o Fluminense no Maracanã pelo Carioca 2022. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

O vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, criticou duramente os gramados sintéticos do país dias antes do jogo contra o Palmeiras, que utiliza o material no Allianz Parque. Em resposta, o fabricante da grama do estádio, Alessandro Oliveira, da Soccer Grass, concedeu uma entrevista exclusiva ao site GOAL.

“A gente tem que deixar claro que a bola rola igual, todos os testes da FIFA são para ver se a bola rola igual em grama natural. São feitos todos esses testes para ver se está no padrão correto. O diferencial é ter a regularidade do primeiro ao 50º minuto do segundo tempo. Tudo isso faz diferença, porque a qualidade do jogo é a mesma a todo instante, do primeiro ao último minuto”, disse à reportagem.

 “O que a gente tem feito é melhorar os equipamentos esportivos dos estádios. Pela agenda de eventos, shows e pelo projeto, afeta muito o gramado. Qual a forma de corrigir isso? Usar o gramado sintético. Se fosse outra modalidade, como ele [Marcos Braz] disse, a Fifa não aprovaria, não colocaria a chancela dela”, concluiu.

Quem leva no duelo de hoje pela 14ª rodada do Brasileirão?

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A resposta da Soccer Grass veio por causa de uma declaração recente de Marcos Braz sobre o gramado do Maracanã. O vice-presidente flamenguista descarta utilizar grama artificial no local.

“Para resolver o problema do gramado do Maracanã, faz como estão fazendo no futebol brasileiro, que já tem três ou quatro times jogando no sintético. Não sei até onde vai isso. Nossa liga vai ser a mais bonita que tem, 11, 12, 15 times jogando no sintético, que é outro esporte. Se não tiver freio isso, daqui a pouco são sete, oito estádios com sintético”, disparou o dirigente.