O Palmeiras teve um ano de 2020 para se comemorar. Sempre favorito as conquistas mais importantes, a equipe sempre buscou levantar novamente o título da Copa Libertadores a América e assim conseguiu. Na grande final contra o Santos, o alviverde bateu o rival por 1 a 0, com gol salvador no fim do jogo de Breno Lopes, o herói improvável que entrou na história do Palestra. Relembre a campanha:

Palmeiras foi campeão da Copa Libertadores de 2020 (Foto: Mauro Pimentel – Pool/Getty Images)
Palmeiras foi campeão da Copa Libertadores de 2020 (Foto: Mauro Pimentel – Pool/Getty Images)

A equipe ainda comandada por Vanderlei Luxemburgo chegou para a Libertadores como uma das favoritas. Na fase de grupos teve uma campanha irretocável, não perdendo nenhum dos seis jogos, tendo cinco vitórias e um empate, o Palmeiras conseguiu a melhor colocação entre todos os times, o que fez sempre o time resolver as partidas de mata-mata atuando no Allianz Parque.

Fase de grupos

  • 1ª rodada: Tigre (ARG) 0 x 2 Palmeiras
  • 2ª rodada: Palmeiras 3 x 1 Guarani (PAR)
  • 3ª rodada: Bolívar (BOL) 1x 2 Palmeiras
  • 4ª rodada: Guarani (PARA) 0 x 0 Palmeiras
  • 5ª rodada: Palmeiras 5 x 0 Bolívar (BOL)
  • 6ª rodada: Palmeiras 5 x 0 Tigre (ARG)
Palmeiras bateu o Tigres por 5 a 0 (Foto: Site oficial do Palmeiras)

Oitavas de final

Com uma das melhores campanhas, o time acabou dando “sorte” no sorteio para as oitavas de final e pegou o Delfín, o pior entre os segundos colocados. Em campo, a disparidade técnica ficou evidente, com o Palmeiras sendo superior em quase todos os 180 minutos, contabilizando as duas partidas.

Ida: Delfín (ECU) 1 x 3 Palmeiras

Volta: Palmeiras 5 x 0 Delfín (ECU)

Patrick de Paula anotou um dos cinco gols contra o Delfín
(Foto: Site oficial do Palmeiras)

Quartas de final

Nas quartas de final, encarou um adversário mais enjoado, o Libertad, do Paraguai. A primeira partida foi mais tensa, com os paraguaios brecando as ações ofensivas do time alviverde, mesmo assim, o time de Abel levou o empate para São Paulo, por 1 a 1. Na volta, o Palmeiras conseguiu impor seu ritmo de jogo e construiu o placar de 3 a 0, chegando forte às semifinais.

Ida: Libertad (PAR) 1 x 1 Palmeiras

Volta: Palmeiras 3 x 0 Libertad

Gustavo Scarpa anotou um dos três gols do Palmeiras na vitória contra o Libertad (Foto: Site oficial do Palmeiras)

Semifinais

As semifinais foram para testar os corações alviverdes. Na primeira partida, Abel Ferreira fez alterações pontuais, que fizeram com que o time desse um “nó” tático no todo poderoso River Plate, de Marcelo Gallardo. Com uma atuação impecável, com grande destaque para Gabriel Menino, que foi ala pela direita, o Palmeiras conquistou a vitória por 3 a 0, atuando em pleno Monumental de Nunez.

O que parecia uma final certa, virou drama. Com uma exibição muito abaixo do time, mas com grande atuação do goleiro Weverton, o River Plate foi soberano durante todos os 90 minutos. A equipe Argentina fez 2 a 0 e por pouco não conseguiu o terceiro gol, que levaria para os pênaltis. Até conseguiu, mas o VAR interferiu em dois lances. Ao fim do jogo, alívio para os palmeirenses.

Ida: River Plate 0 x 3 Palmeiras

Volta: Palmeiras 0 x 2 River Plate

River Plate impôs primeira derrota de Abel Ferreira no Allianz Parque
(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Final

Uma final brasileira depois de 10 anos. Palmeiras e Santos, donos das melhores campanhas na fase de grupo da competição, duelaram pelo título da Copa Libertadores da América. O palco não poderia ser outro, o Maracanã, que recebeu 10% de público da sua capacidade. Em campo, um duelo muito tenso e truncado, sem grandes chances. No fim do confronto, Breno Lopes subiu mais que Pará e fez o gol da conquista do bicampeonato.

Luiz Adriano comemorando o título da Libertadores (Foto: Getty Images)