O Internacional sabe que Paulo Pezzolano está no radar da seleção uruguaia. Com Marcelo Bielsa confirmado no comando do Uruguai durante a Copa do Mundo, mas com tendência de deixar o cargo ao fim do torneio, o nome do técnico colorado aparece entre os cotados para substituí-lo. A direção do clube reconhece o prestígio do treinador de 42 anos, mas trabalha com a expectativa de que ele permaneça no Beira-Rio após o Mundial.
O vice-presidente eleito do Inter, Victor Grunberg, foi direto ao se posicionar sobre o assunto: “O fato de o nosso treinador estar sendo lembrado para a seleção é um sinal de que ele está fazendo um bom trabalho. Se vier o convite, vamos conversar. Mas essa não é a expectativa. A expectativa é ele seguir conosco”, declarou em entrevista nesta quinta-feira. O contrato de Pezzolano não possui cláusula que obrigue o Inter a liberá-lo, mas os dirigentes também não cogitam dificultar uma eventual saída para a seleção do país vizinho.
O diretor técnico Abel Braga também confirmou que já recebeu sinais informais vindos do Uruguai. “Tenho amigos em Montevidéu e em Punta del Este. Eles me falam que o Pezzolano vai ser convidado. Já conversei com ele sobre isso, mas ele me disse que neste momento não tem vontade. Mas é uma seleção do país. Ninguém vai proibir o Paulo se o convite vier. Mas tenho uma certeza: eu vou ser o primeiro a saber”, afirmou Abel.
Pezzolano tem que ficar?
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Pezzolano é peça central na melhor fase do Inter em 2026
Grande parte da evolução colorada na temporada é atribuída ao trabalho de Pezzolano desde sua chegada ao Beira-Rio no início do ano. Depois de um começo irregular, o uruguaio deu competitividade ao time mesmo convivendo com limitações financeiras, poucos reforços e um elenco enxuto. O clube atravessa sua melhor fase na temporada justamente agora, o que torna o cenário de uma saída ainda mais delicado para o planejamento esportivo.
Mais do que os resultados, o treinador conquistou espaço no clube pela forma como se integrou ao projeto colorado. Pezzolano se tornou parceiro no processo de reconstrução do Inter, compreendendo as restrições e contribuindo para a retomada gradual do protagonismo do clube.

Pezzolano apontou o que precisa ser trabalhado no Colorado – Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Se o convite do Uruguai chegar após a Copa, a decisão final será do próprio técnico. O Inter não vai impedir, mas torce para que Pezzolano escolha continuar o trabalho iniciado em Porto Alegre.
Confiança do treinador

Mais do que os resultados em campo, o treinador conquistou respaldo no clube pela forma como se integrou ao projeto colorado. Desde que desembarcou em Porto Alegre, Pezzolano passou a atuar como parceiro no processo de reconstrução pensado pela direção e imposto pela situação, compreendendo as restrições financeiras e a necessidade de retomada gradual do protagonismo do Inter.






