Nesta quinta-feira (3), recebeu o Madureira no estádio Nilton Santos, pelo Campeonato Carioca e passou momentos de apreensão e sufoco. O Glorioso chegou a estar perdendo por 2 a 0, mas buscou a reação e o placar final cravou 4 a 2 para o Fogão, em uma virada marcada pela garra da equipe comandada pelo técnico Enderson Moreira.

Foto: Vítor Silva/Botafogo
Foto: Vítor Silva/Botafogo

Ao final da partida, Enderson detalhou a postura do time e ressaltou o fator emocional dos jogadores, que não se abalaram e buscaram reverter a situação adversa: “Por incrível que pareça, a gente fazia um ótimo jogo, criando situações. É claro que o resultado dá um outro significado à atuação, mas, independentemente do resultado, temos que entender que a gente criou, finalizou muitas bolas, muitas chances de gols, demos poucas oportunidades para o Madureira, que aproveitou as chances. A gente acabou sendo merecedor do resultado por tudo que criamos. A equipe teve tranquilidade e não perdeu o controle”.

O treinador foi enfático ao abordar uma questão que tem deixado a torcida do Bota ansiosa, a atenção voltada aos jogadores da base que começam a despontar no elenco profissional. Jovens como Matheus Nascimento, Juninho e Raí se destacam, mas Enderson faz um alerta para que não hajam precipitações ou cobranças excessivas: “Com os jogadores jovens, a gente precisa avaliar o perfil. O Juninho é muito promissor, temos muitas expectativas, assim como o Raí. A gente avalia nos treinos, mas também nos jogos. Ver quem consegue transferir o que faz nos treinamentos. Esse é o caminho. Não é para ficar entusiasmado demais e nem desacreditar demais logo de início. Nunca é bom rotular. Alguns amadurecem mais cedo, outros demoram um pouquinho mais – explicou”.

Para completar, Enderson citou como exemplo o caso específico de Matheus Nascimento: “Eu entendo a ansiedade pelo Matheus mas é nascido em 2004, muito jovem. Ele está tendo um protagonismo, uma sequência de jogos. A cada jogo ele vai amadurecendo mais, buscando espaço. Ele não demonstra uma ansiedade de fazer o gol, até dentro de campo. Sempre faz a leitura correta da jogada, não força a barra”, finalizou.