O Bota já tem novo treinador prestes a estrear. Enderson Moreira chegou em General Severiano com certa bagagem sobre Série B, com dois títulos no currículo, dirigindo o Goiás em 2021 e o América-MG em 2017, também tem dissabores em jornadas não muito frutíferas por equipes do Brasil. Seus trabalhos recentes não têm apresentado rendimentos satisfatórios. Nesta quinta-feira (22), o Globoesporte.com, fez uma espécie de ‘raio-x’ nos últimos trabalhos do treinador, por meio de relatos de jornalistas que cobriram tais passagens de Enderson.

No foco da análise, se jogou luz nos quatro últimos trabalhos do novo comandante do Bota. Para início de avaliações, é importante observar que em seus últimos 74 jogos, conquistou 29 vitórias, outro dado curioso, é que o técnico foi demitido do Fortaleza sem que tivesse perdido alguma partida na atual temporada.
Ceará: Desempenho bom, resultados nem tanto. Fortaleza: Entregou o resultado, mas a produção caiu
No Ceará, Enderson teve passagens pelos dois grandes daquele Estado, duas pelo Ceará e uma pelo Fortaleza. Segundo o jornalista Tom Alexandrino, comentarista da Globo no Ceará, o treinador até que demonstrou uma característica ofensiva. Mas teve que lutar contra adversidades: “nem sempre disponibilizam um elenco ou entregam o tempo necessário para colocar em prática. Nas duas pelo alvinegro cearense ele entregou desempenho, mas teve dificuldade de alcançar resultados na primeira passagem, o que naturalmente gerou a demissão na Série A de 2019. No Fortaleza ele precisava salvar do rebaixamento, conseguiu, mas teve uma queda de produção e na continuidade para 2021, apesar da invencibilidade, a performance em campo não agradou”.
O jornalista aponta uma importante impressão deixada por Enderson: “Depende do que o Botafogo pode entregar a ele. Se conseguir passar tranquilidade de trabalho ele vai entregar resultados e desempenho, mas, sob pressão, Enderson tem mais dificuldade em lidar com o próprio trabalho e convicções”. Por outro lado, enalteceu uma faceta positiva do técnico: Depende do que o Botafogo pode entregar a ele. Se conseguir passar tranquilidade de trabalho ele vai entregar resultados e desempenho, mas, sob pressão, Enderson tem mais dificuldade em lidar com o próprio trabalho e convicções”.
Goiás: Teimosia tática
No Goiás, equipe em que foi campeão da Série B em 2012, o técnico teve a resenha feita pelo jornalista Fernando Vasconcelos: “Enderson Moreira teve mais duas passagens pelo Goiás, mas não conseguiu repetir o mesmo sucesso. Em 2017, o treinador foi campeão goiano, mas acabou demitido no início da Série B por causa da má campanha do Esmeraldino. No ano passado, a trajetória dele pelo clube goiano foi ainda pior. Contratado durante o Brasileirão, Enderson não somou nem uma vitória à frente da equipe em 10 jogos. Foram três empates e sete derrotas. A principal crítica ao trabalho do técnico, foi a falta de variação tática. Sem abrir mão do esquema 4-2-3-1, o treinador não conseguiu extrair o melhor do elenco – o Goiás reagiu atuando com três zagueiros na sequência da competição”.
Cruzeiro: Começo bom, mas situação do clube inviabilizou trabalho
A passagem de Enderson em Minas Gerais para comandar o Cruzeiro foi analisada por Guilherme Macedo, repórter que cobre o clube pelo Ge. Na oca, o técnico começou de forma positiva, ao chegar no período e que o futebol parou por conta da pandemia, conseguiu treinar o time. Mas o decorrer da temporada houve declínio:
“Começou bem também a Série B, com três vitórias empilhadas logo de cara. Mas o time, diante de adversários a nível nacional, nunca correspondeu. Mesmo quando venceu, não convenceu. Pesou muito contra ele o início com pontuação negativa, por conta de punição na Fifa. Mesmo com três vitórias seguidas, nunca conseguiu brigar na parte de cima da tabela. A pressão aumentou, teve cobrança pública de um mecenas do clube pela demissão, que aconteceu depois de 12 jogos, sendo os seis últimos sem vencer. A relação com o elenco era bem conduzida pelo treinador”.