O Cruzeiro vive um ano de reconstrução em Belo Horizonte. Após o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, o clube, mesmo encontrando dificuldades para renegociar os salários dos jogadores que estavam no elenco, também foi atrás de atletas que pudessem ajudar no momento complicado. Identificado com a torcida celeste, Marcelo Moreno aceitou retornar. O mesmo, no entanto, não aconteceu com Walter Montillo.

Nesta semana, em entrevista à Rádio 98, o meio-campista abriu o jogo e afirmou ter sido procurado recentemente pela diretoria. O argentino, que teve boa passagem pelo Cruzeiro entre 2010 e 2012, explicou o motivo de ter recusado retornar a Belo Horizonte. Segundo Montillo, pesou o fato de seu filho ter dificuldades com a língua portuguesa.
“Quando o Cruzeiro caiu, ligaram para tentar que eu fosse para lá, mas estava muito bem na Argentina e, quando saí do Botafogo, falei que procurava um lugar (que fale) em espanhol para o meu filho estudar. Então era muito difícil fazer uma mudança tão grande novamente para voltar”, disse o meia.
Após deixar o Cruzeiro, Montillo passou por Santos, Shandong Luneng, da China, Botafogo e Tigre, da Argentina. No início de 2020, retornou para a Universidad de Chile, onde fez sucesso antes de desembarcar no futebol brasileiro. Aos 36 anos, o meia já fez planos para encerrar a carreira, mais um motivo de ter aceitado voltar a La U.
“Estou com 36 anos, então talvez o Cruzeiro, nesse momento, precisava de outra coisa, dos meninos que estão saindo da base, do pessoal mais jovem, para tentar voltar o mais rápido possível à Série A. Sempre quis voltar para a Universidad do Chile para encerrar a minha carreira. O treinador (Hernán Caputto) é amigo meu, jogou comigo, então me ligou para vir jogar aqui e eu assinei um ano de contrato. Voltar para o Brasil é bem difícil por causa do português”, completou.
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Pelo Cruzeiro, Montillo somou 122 atuações, marcando 36 gols. Com a camisa do clube, venceu o Campeonato Mineiro de 2011, sendo eleito o melhor meia-direita do Campeonato Brasileiro de 2010 e sendo indicado para o Bola de Prata, da Revista Placar, em 2010 e 2011.