O ano do Atlético começou com a euforia dos dois bicampeonatos conquistados, bem como, com as nuances que envolveram a negociação para a contratação do técnico Jorge Jesus. As conversas avançaram, porém, não se chegou a um consenso que sustentasse a chegada do treinador português.

Contudo, após dois meses de tratativas, um dos investidores do Galo trouxe à tona o que de fato emperrou o acerto. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o empresário Rubens Menin pontuou que havia interesse de Jesus, mas, os momentos vivenciados pelas partes, não confluíam:
“O Jorge Jesus tem um contrato com o Benfica ainda, que não foi desfeito completamente. O tempo dele não atendia ao tempo do Atlético. Não é que ele não tenha querido vir para o Atlético, não, ele até queria, tinha esse interesse. Mas o tempo dele não dava certo, porque nós precisávamos de um técnico para segunda-feira. A hora que ele não tinha esse tempo para ser dado ao Atlético, as negociações nem prosseguiram.”, revelou o mecenas para na sequência, cravar: “Ele queria, mas deixou claro: não posso resolver isso rápido. Então, falamos: ‘assim você não vai nos atender’. Foi isso que aconteceu”.
O Galo tinha seu tempo estratégico, tanto, que a contratação de Antonio Mohamed atendeu a esse cronograma estipulado, Menin detalhou: ”De certa forma, ele demonstrou interesse em vir, sim. Mas ele tinha compromissos que tinha de resolver antes, e isso não ia casar com o nosso cronograma. A gente quer um técnico para começar o trabalho. Ano passado, o Cuca não começou. Entrou no meio. É importante o técnico entrar desde o início”.