Não bastassem os desafios do Botafogo dentro de campo em busca do acesso para a Série A, o clube agora tem problemas judiciais para resolver. Nesta quinta-feira (19), foi determinado pela Justiça do Trabalho, que as dívidas trabalhistas do Glorioso sejam executadas. Ainda não se tem ao certo qual o valor que o Bota terá que se responsabilizar, entretanto, a probabilidade é que seja em torno de R$ 100 milhões. A informação é do portal Esporte News Mundo.

Instaurado pelo Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região (TRT-1), o caso cabe recurso. A quantia é estipulada tendo como base o valor determinado ao Vasco, que enfrenta a mesma situação, com a execução de R$ 93 milhões. Entretanto, no caso do Botafogo, o valor a ser pago será conhecido quando a contadoria conseguir agrupar os processos e desta forma acolher todos os bloqueios que deverão ser determinados nas fontes de renda do clube de General Severiano.
“Acolho a iniciativa do Juiz Gestor da Centralização junto à CAEX, ante a revogação do Plano Especial de Pagamento Trabalhista de BOTAFOGO”, decretou o desembargador Theocrito Borges dos Santos Filho.
Conhecido como REEF, a medida imposta é a sequência do cancelamento de um Plano Especial de Pagamento Trabalhista (Pept), conhecido de maneira mais simples como Ato Trabalhista. Na prática, isso significa que a oferta feita pelo Botafogo como garantia de penhora, por meio do Pept não é mais válido.
O TRT-1, explica que: “o Regime Especial de Execução Forçada (REEF) consiste no procedimento unificado de busca, constrição e expropriação de patrimônio, a fim de adimplir a dívida consolidada do devedor com relevante número de processos em fase de execução, otimizando as diligências executórias que doravante serão realizadas de forma convergente em um único processo-piloto”. Fora da linguagem jurídica, o tal REEF suspende as penhoras trabalhista determinadas para casos individuais e reúne todas em apenas um processo.