A semana terminou com o Atlético encaminhando a contratação do lateral-direito Renzo Saravia, atleta escolhido para compor um dos setores mais carentes de nomes do Galo, que ainda aguarda a recuperação plena de Guilherme Arana. A transferência causou certa insatisfação de boa parte da massa atleticana, que esperava a chegada de nomes mais pesados, como Preciado, Gilberto, Hugo Mallo, pois houve interesse do clube em tais jogadores, mas as negociações não avançaram.
A contratação entrega muito do que acontece nas finanças Alvinegras, que não pôde bancar um jogador mais badalado. Entretanto, o jornalista Jorge Nicola dissecou o caso em sua coluna no portal Superesportes. Na avaliação do comunicador: “A contratação menos badalada/desejada reflete algo que não é dito publicamente, mas faz toda a diferença: o Galo passa por um momento financeiro extremamente difícil. Com prêmios, direitos de imagem e comissões a empresários atrasados há bastante tempo. A verdade é que o Atlético de hoje concorre com o Flamengo, que fatura três vezes mais, e com o Palmeiras, cuja arrecadação é duas vezes maior”, cravou.
Nicola faz uma reflexão importante e escreve que tal problema, pode ser solucionado por meio de uma SAF, pois, caso esse caminho não seja traçado, o Atlético terá que “de recuar vários passos, abrindo mão de jogadores importantes e caros”. O enfraquecimento do elenco Alvinegro pode gerar uma bola de neve impactando em apostas importantes do Clube: “Os impactos de um time menos qualificado seriam gigantes. A começar pela Arena MRV, estádio cuja inauguração está prevista para maio, e que teria mais dificuldade de encher. O programa Galo na Veia certamente perderia alguns milhares de sócios sem uma equipe que brigue por títulos. O poder de negociação com patrocinadores também diminui. Isso sem falar na queda de receita com os prêmios por títulos, algo fundamental para os grandes clubes brasileiros. Só a vitória na Copa do Brasil, por exemplo, garante o prêmio ao primeiro de R$ 70 milhões”.
O Atlético tem um grupo recheado de nomes importantes, isso é inegável, porém, segundo Nicola, a conta não fecha, pois o custo é alto e o faturamento baixo: “Hulk, Paulinho, Vargas, Pedrinho, Zaracho, Patrick, Edenílson… só que a conta não fecha. Porque o Atlético tem uma folha salarial compatível às de Palmeiras e Corinthians, na casa dos R$ 20 milhões por mês, com faturamento bem menor”, explicou. Para o jornalista: “O Atlético montou um elenco incompatível impagável. A menos que se torne uma SAF. E para ontem!”, concluiu.





