O São Paulo ultrapassa um momento de indefinições internas. No próximo dia 12, o clube irá conhecer seu novo presidente e muitas especulações já tomam conta dos bastidores. A expectativa é por uma reformulação no departamento de futebol, uma vez queJulio Casares e Roberto Natel já anteciparam algumas decisões que pretendem tomar.

Tanto o ídolo Raí, diretor de futebol, quanto Alexandre Pássaro, gerente de futebol, podem acabar deixando o clube em meio à forte pressão por parte da torcida e imprensa. Na noite da última quarta-feira (3), após a vitória sobre o Goiás, o técnico Fernando Diniz se manifestou e foi na ‘contramão‘ dos presidenciáveis, defendendo o trabalho dos dirigentes.
“Difícil você saber o que o novo presidente vai fazer, mas o que posso falar é que esses caras [Raí e Alexandre Pássaro] ajudam muito. Posso falar depois que cheguei aqui. Desde que cheguei aqui esse pessoal me deu todo o suporte, não só eles, mas o clube todo, pessoal da comunicação, alimentação, cozinha. Existe uma harmonia interna muito grande, e nos momentos difíceis essa harmonia se fez presente ainda mais“, afirmou.
Depois de eliminações que acabaram deixando Diniz na ‘berlinda’ no clube, Raí foi apontado como peça importante no atual momento da equipe.”Tem mérito total. O Raí é um personagem ímpar, porque consegue ser uma pessoa ainda melhor do que foi como ídolo do São Paulo, talvez o mais importante da história do clube. Ele é um cara diferente, um ser que tem muita personalidade, uma pureza difícil de encontrar em qualquer ser-humano“, destacou.
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Até mesmo o atual mandatário, assim como o diretor adjunto de futebol, receberam agradecimentos. “Sou muito grato de poder trabalhar com o Raí, aprender com ele, assim como com o Pássaro, [Fernando] Chapecó [dirigente]e o Leco. Mas, o Raí e o Pássaro estão praticamente todos os dias comigo. São dois grandes acertos do São Paulo, executivos que trabalham lado a lado com a gente, sempre interagindo, procurando ajudar, dar força“, completou Diniz.