No vasto leque de problemas na Justiça que a Raposa coleciona, um imbróglio envolvendo cifras milionárias ganha novas nuances e desta vez, de maneira insólita, o rival foi colocado no caso. Em uma nova ação ajuizada pelo atacante Fred, ex-atleta Celeste que hoje atua no Fluminense, o Cruzeiro é cobrado para que assuma a dívida de R$ 23 milhões que o centroavante tem com o Atlético. A informação é do Globoesporte.com, também reverberada no portal SuperesportesMG.

Para chegar em tal ponto, tudo começou quando Fred quebrou seu contrato com Atlético, no final de 2017 e rumou para a Toca da Raposa. Entretanto, para fazer a transferência, o jogador fechou um acordo em que deveria pagar uma multa de R$ 10 milhões, por conta de ter firmado sua transação com o Cruzeiro. Mas, no escopo das conversas de Fred com a Raposa, ficou determinado que o Cruzeiro deveria assumir o pagamento da multa. Tal fato, é um dos pilares que sustentam o processo do jogador contra o Zeiro, todavia, se transformou na principal prova.
Todavia, desde o acerto de Fred com o Cruzeiro até os dias atuais, o valor da multa mais que dobrou e agora, pelo fato de ter havido correção monetária, além dos juros e honorários envolvidos na jornada judicial, a multa está em R$ 23 milhões. Em outubro, os desdobramentos do caso, que corre em sigilo, levaram o Atlético a se movimentar e o centroavante foi intimado a desembolsar R$ 23 milhões ao rival do Zeiro. Segundo o jornalista Ancelmo Góis, Fred teria “menos de um mês” para quitar do valor total.
A defesa de Fred está convicta em ter seu pleito vitorioso nos tribunais, pois segundo o Globoesporte.com, tem três provas inquestionáveis: um termo de responsabilidade assinado pela então direção do Cruzeiro, na época presidido por Wagner Pires de Sá; uma nota promissória e um termo de penhor dos direitos de televisão pagos pela Globo. O caso é complexo, pois se entrecruza com outra dívida do Cruzeiro com o jogador, por salários atrasados e direitos de imagem no período em que defendeu a Raposa, entre 2018 e 2019. A conta cheia bateu em R$ 70 milhões, no entanto, tratativas reduziram tal débito para R$ 25 milhões, com pagamento em 61 parcelas a partir de 2022.