A SAF foi aprovada internamente em São Januário, porém, um problema antigo do Vasco pode atrasar a transição ao qual o Clube precisa fazer para que a nova realidade administrativa decole. A Federação Paulista brecou o registro da SAF, por conta de dívidas e impôs o pagamento como condição para que o impasse se solucione.

O presidente Jorge Salgado foi à sede da Ferj, na tarde desta terça-feira (23) e encaminhou as conversas com a FERJ. O dirigente vascaíno foi categórico ao expor a situação do Clube e afirmou à cúpula da Federação que só terá condições de pagar o que deve a entidade, se o aporte de R$ 120 milhões da 777 Partners for depositado. Tal movimentação financeira só irá acontecer, quando os ativos forem definitivamente transferidos para a SAF. A informação é do Globo Esporte.
A saída encontrada entre os jurídicos do Vasco e da FERJ, é um documento que comprometa o Gigante da Colina a quitar seus débitos assim que o dinheiro dos investidores norte-americanos cair nos cofres Cruz-Maltinos. A obrigação de quitar ou repactuar a dívida, descrita no documento de Regulamento e Diretrizes da Ferj publicado em fevereiro, já estava no radar do Vasco, que nos últimos dias vinha tentando negociar essa condição com a federação. Na semana passada, uma delegação vascaína com o CEO Luiz Mello, o VP Jurídico Zeca Bulhões e outros diretores foram à sede da entidade justamente com esse propósito.
O Vasco pleiteou que o pagamento fosse feito após o registro, porém, a FERJ não autorizou, por conta da isonomia. Quando o Botafogo foi chamado a acertar sua dívida, precisou fazer antes que o grupo de Textor concluísse a oficialização da SAF de General Severiano. De acordo com o último balanço financeiro divulgado pelo Vasco, em abril deste ano, a dívida do clube com a Ferj era de R$ 6,8 milhões, descrita da seguinte forma: “São valores devidos, em sua quase totalidade, por pagamentos efetuados pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) para despesas operacionais de jogos de futebol, principalmente no exercício de 2017, que não foram ressarcidos à Federação quando da ocorrência dos referidos eventos esportivos, não possuindo taxa de juros contratual”.
As conversas com a FERJ caminham positivamente, pois além da confecção de um documento para regulamentar o pagamento, a Federação também concedeu a possibilidade de uma flexibilização do débito, com o Vasco acertando um valor de entrada e parcelando outra parte. No entanto, o Clube está em uma espiral problemática, pois corre o risco de atrasar salários, o que impele ao Gigante, uma movimentação rápida para que o aprte de R$120 milhões seja feito.