Desde a saída de Marcelo Grohe, no final de 2018, a torcida do Grêmio ainda aguarda por um goleiro que passe total segurança na meta tricolor. Contratado no início do ano passado junto ao Santos, Vanderlei chegou para ocupar a titularidade e deixou Paulo Victor e Júlio César para trás na hierarquia do elenco, convivendo com altos e baixos.

Uma das cobranças da torcida é pela ausência de um goleiro formado nas categorias de base entre as principais alternativas. Historicamente, o Grêmio alcançou resultados importantes com arqueiros formados em casa, que vêm sendo “esquecidos” por Renato Portaluppi. O caso mais emblemático é o de Phelipe Megiolaro, figurinha carimbada em convocações da base da Seleção Brasileira – ele já chegou a ser chamado por Tite para treinos da principal.
Sem espaço, o jovem de 22 anos foi emprestado ao Dallas FC, dos Estados Unidos, que estuda pagar cerca deUS$ 2,5 milhões (R$ 13,52 milhões na conversão atual) para adquirir os direitos econômicos. O empréstimo foi renovado em dezembro e Megiolaro terá pela frente seis meses decisivos no futebol norte-americano.
“Não gosto de falar do futuro, mas a minha ideia é ficar no Dallas, onde posso ter mais oportunidades. No Brasil, na minha posição, é muito difícil. Poderia ficar acomodado por aqui, mas eu quero jogar, pretendo começar minha história“, afirmou o goleiro, que até o momento atuou apenas uma vez no Dallas FC, em entrevista à GaúchaZH.
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Apesar do destaque na base, Megiolaro pouco atuou no grupo principal do Tricolor e não esconde a frustração. “Com certeza, queria demonstrar (mais), Tive apenas dois jogos no time principal do Grêmio, numa equipe alternativa. Na seleção, tive vários jogos e pude fazer um bom trabalho. Queria mais oportunidades, ainda mais no Grêmio, o clube em que me formei e pelo qual tenho um carinho enorme“, completou.