No ano de 2016, o ex-presidente do São PauloCarlos Miguel Aidare o ex-diretor de relações institucionaisAtaíde Gil Guerreiro foram expulsos do Conselho Deliberativo do clube. Uma votação dos conselheiros decidiu pela saída dos polêmicos dirigentes, que tiveram influênciadireta no futebol entre a metade de 2014 e outubro de 2015.

A eleição de Aidar para presidir o São Paulo encerrou o ciclo de um uruguaio com a camisa do clube. O lateral-esquerdo Álvaro Pereirafoi liberado pela diretoria e acabou se despedindo. Até hoje, o defensor lembra com carinhodo ex-presidente Juvenal Juvêncio e lamenta ter ficado de fora dos planos da gestão seguinte. O atleta abriu o jogo em entrevista ao Globoesporte.com.
“Me fizeram sentir em casa, por ser uruguaio e pela minha maneira de ser. Isso não tem preço. Tenho a dívida de que teria que ter ficado mais tempo. Acho que foi uma decisão incorreta não ficar mais seis meses, mas também coincidiu com as eleições. Cheguei com Juvenal quase no fim do mandato. Chegou Aidar e quando eu consultei se ia fazer a opção de compra me falou que não. E eu não seguiria em um time onde não me queriam. Por isso a minha decisão de sair”, disse.
“Que Deus o tenha em glória. Se Juvenal tivesse seguido no mandato, o Álvaro Pereira teria teria ficado mais tempo no São Paulo. Praticamente sim (Aidar fechou a porta) e Ataíde (à época vice-presidente de futebol), porque também tomava as decisões futebolísticas. Poderia ter ficado muito tempo. Mais do que nada porque me sentia muito identificado e que o torcedor também se sentia”, adicionou.
Aos 34 anos, Álvaro Pereira defende as cores do River Plate do Paraguai e não esconde o desejo de retornar ao Tricolor Paulista. Para atuar mais uma vez no Morumbi, o lateral-esquerdo aceita abrir mão de valores, como de transferência e vencimentos mensais. Ele garante estar pronto para voltar ao clube em bom nível.
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“Não sei se agora, quando retomar a normalidade. Não é por dinheiro. Gostaria de voltar ao São Paulo por qualquer preço, sem importar dinheiro. Voltaria de graça, com salário baixo, porque fui muito feliz. Sei a exigência do São Paulo e sei que estou capacitado para essa exigência.Meu sonho seria voltar ao São Paulo e conseguir ser campeão. Fiquei com essa espinha pendente. Queria voltar e ajudar não só no campo, mas também no vestiário. Como explicar: é o clube do meu coração“, completou.