O volante Cícero foi uma das boas notícias do Botafogo no primeiro jogo após a pausa em decorrência da pandemia da Covid-19. Na goleada pelo placar de 6×2 diante da Cabofriense, o medalhãoiniciou a partida em uma função alternativa, como líbero, com liberdade para chegar ao ataque, marcando, inclusive, um dos gols. Durante o decorrer do jogo, foi adiantado para o meio de campo.

“Isso pra mim não é novidade. As pessoas falam que é uma nova função, isso ou aquilo.Consigo dentro das minhas características sobressair em relação ao que o treinador está pedindo. Fiz o gol vindo de trás com um chute de longa distância. Quase fiz outro também quando estava mais adiantado em campo. Minha atuação foi dentro de uma preparação muito boa“, afirmou.
A titularidade de Cícero até certo ponto surpreendeu a muitos, principalmente após declarações de Carlos Augusto Montenegro. O ex-presidente, ao canal do TF, chegou a indicar que o jogador não permanecerá no Glorioso.”É um salário que o Botafogo não pode pagar. O problema dele é puramente de salário. Senão estaria incorporado até o fim do ano“, disse o dirigente.
Ciente da situação do Botafogo, o volante garantiu ter chegado a um acordo com o clube no início do ano. “Aceitei em parte do contrato reduzir o salário até o momento do clube se tornar S/A e encaixar de novo (…)Tem que sentar ambas as partes e resolver da melhor maneira. Meu empresário tem tratado disso aí, mas a partir do momento que tenho contrato me dedico ao máximo no clube“, analisou.
O medalhão, que lamentou a rescisão do companheiro Joel Carli, negou conversas para deixar General Severiano.“Não chegou a ter conversa com o Paulo (Autuori) sobre saída. As pessoas são maldosas, comentam e ficam forçando certas situações. Joguei, tenho treinado bem e conversamos coisas mais do dia a dia do time, nada a ver com uma certa situação de sair. Até o momento que tiver contrato com o clube as coisas se encaminham dentro dele”, completou.