Nesta terça-feira (21), chegou ao fim uma indigesta novela vivenciada nas Laranjeiras. Em um acordo firmado entre o estafe de Miguel e o Flu, a ação judicial movida pelo atleta foi encerrada e a cria de Xerém agora parte para uma nova etapa de sua carreira no Red Bull Bragantino. As tratativas para definir a situação de Miguel perante o Nense aconteceram pouco mais de um mês depois de o jovem de 18 anos ter conseguido sua liberação na Justiça. A informação é do Globoesporte.com.

Miguel ainda não assinou com a equipe paulista, porém, já está tudo mobilizado para que a oficialização aconteça nos próximos dias. No escopo do acerto, o vínculo com o Bragantino será até dezembro de 2022, com opção de renovação para mais cinco anos. O Tricolor ainda garantiu 30% dos direitos econômicos do jovem. As outras fatias ficarão com time paulista (50%) e com o próprio meio-campista (20%). As informações foram dadas em primeira mão pelo repórter Heverton Guimarães, da Band.
Os próximos passos agora ficam por conta de Miguel e seu estafe, que requisitarão perante a Justiça do Rio de Janeiro, a homologação do acerto feito com o Flu, jogando uma pá de cal em qualquer problema judicial entre as partes. O acordo fechado exime o Tricolor de desembolsar uma bolada, já que Miguel abriu mão de ser ressarcido com um montante que englobaria seus salários até que seu contrato com o Nense terminasse, em junho de 2022. Tal determinação foi feita pela Justiça por conta da rescisão unilateral.
Para o Fluminense, segundo avaliação de bastidores, o acordo é considerado como o melhor caminho possível, pois se vencesse o recurso anulando a rescisão unilateral, não significaria fim do processo. Se ao final de todo o imbróglio, o Tricolor perdesse a contenda na Justiça, o clube teria que ceder Miguel sem custos e ainda teria que continuar pagando o jogador até que seu contrato se encerrasse nas Laranjeiras. Como ficou acertado que o Flu resguardaria os 30% dos direitos econômicos durante cinco anos, mesmo que não haja intenção de reverter o caso na Justiça, o clube ainda pode contar com lucros em uma venda futura de sua cria.
A cria de Xerém sempre foi considerada uma das joias mais promissoras da potente base Tricolor, tendo sido alçado ao time principal ainda muito jovem, em 2019, quando tinha 16 anos. Entretanto, uma conjunção de fatores o fez perder espaço no Time de Guerreiros, tendo sido, inclusive, sua não utilização o gatilho para que o pai do jogador acionasse o clube na Justiça. Ao todo, foram 20 jogos pelo profissional e 611 minutos em campo, o equivalente a menos de sete partidas completas. A informação é do Globoesporte.com.