Abel Braga surpreendeu o universo Verde, Branco e Grená, ao se demitir na manhã desta quinta-feira (28). Os motivos que levaram o treinador a se desligar do Fluminense, apontam para pressão da torcida, nos bastidores do Tricolor, geradas pela má fase que o Clube atravessa dentro de campo.

FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC
FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC

Desde a final do Campeonato Carioca, os olhares da direção do Nense sobre o trabalho de Abel sofreram uma reviravolta , pois tinha-se a percepção que a evolução da equipe havia estancado. Nos bastidores, era certo que a gestão Mário Bittencourt planejava uma reunião com o treinador, mas, Abel se antecipou e ligou para o diretor executivo de futebol, Paulo Angioni, na última quarta (27) e se encontrou com o dirigente para encerrar seu ciclo. As informações são do Globoesporte.com

A reunião com Angioni encaminhou a demissão, pois Abel quis saber como seu trabalho era avaliado e o dirigente confirmou que, embora não se pensava em trocar o treinador, havia a avaliação interna de que a equipe perdeu força. Como o treinador também concordava com o fato exposto e já havia manifestado a ideia de encerrar sua carreira como técnico no Brasil, as partes decidiram que era melhor optar pela rescisão.

A saída de Abel abre caminho para um velho conhecido da torcida do Time de Guerreiros. Marcão, como de praxe, assumirá o Flu, entretanto, as movimentações já começaram e segundo apuração do Globoesporte.com, um nome ganhou força nos corredores do Clube: Fernando Diniz. O profissional comandou o Tricolor em 2019, quando o Nense tinha a mesma administração de agora. Uma indicação de que Diniz é candidato de peso para o cargo, é uma entrevista dada por Bittencourt, em junho de 2021:

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“Eu não teria demitido o Fernando Diniz naquele momento. É duro dizer isso porque depois veio um treinador que deu mais resultado, que foi o Odair. Mas naquele momento eu não tiraria o Fernando. Acho que o time jogava bem, e a gente ia conseguir sair (da zona) com o Fernando. Mas o comando do futebol não estava na minha mão, faltava estabilidade, ambiente estava muito instável, eu acabei cedendo. Hoje eu faria diferente. Ou se ele tivesse saído eu teria efetivado o Marcão diretamente”, declarou o presidente, em 2021, indicando os conflitos que haviam no Clube, quando Celso de Barros era o vice de futebol.

Segundo o portal “NetFlu”, o nome de Diniz é bem avaliado pelo plantel do Flu e embora não tenha acontecido uma movimentação coletiva para que o técnico retorne às Laranjeiras, algumas lideranças do elenco se mostraram favoráveis ao nome em contato com a diretoria. Inclusive atletas que nunca trabalharam com o treinador viram com bons olhos a possibilidade.