O Nense negociou duas de suas mais raras e promissoras joias com o Grupo City, uma das maiores franquias do futebol mundial, com clubes espalhados pelo mundo todo, o mais forte deles, o Manchester City. Forjados em Xerém, Kayky e Metinho, deixaram as Laranjeiras com poucas atuações na equipe profissional do Flu. Nesta sexta-feira (17), o presidente do Flu concedeu entrevista coletiva e entre os diversos assuntos que estiveram em pauta, veio à tona nuances da negociação que envolveu as crias.

Fotos: Flickr Oficial Fluminense FootBall Club
Fotos: Flickr Oficial Fluminense FootBall Club

“Fazer uma parceria, é entender que o desempenho esportivo deles, precisa estar em desenvolvimento, os atletas precisam estar em desenvolvimento. O Kayky começou o ano jogando, inclusive como titular no Campeonato Carioca e houve uma baixa natural pela idade, até porque o nível de competitividade do Campeonato Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil é diferente do campeonato estadual. E aqui, sempre digo isso, soberano é o campo. Tanto para escalá-lo, a decisão era da comissão técnica, quanto no momento de tirá-lo. O Metinho é um caso um pouco mais complicado, porque na posição que jogava tinha o Martinelli, tinha o André, tinha outros jogadores da casa na frente e ele dificilmente seria aproveitado esse ano”, revelou o presidente.

Bittencourt também fez questão de detalhar, como se deu a parceria. O presidente trouxe à tona uma rusga que precisou ser superada para que a relação fosse retomada e origina-se em uma parceria que conecta as Laranjeiras ao potente conglomerado do mundo da bola: “A relação é muito boa. O Fluminense não tinha uma relação boa com o Grupo City, por uma questão que houve no passado aqui, há cinco, seis anos, onde o Fluminense tinha uma situação encaminhada com eles e acabou não cumprindo o que combinou”.

Na sequência, foi explicado que o ponto de virada, que reaproximou o Nense do Grupo City foi justamente as joias de Xerém: “Era uma relação que precisava ser reconstruída, ela foi reconstruída conosco e a gente fez a venda dos dois atletas e, realmente, a ideia inicial, o que estava estabelecido no contrato, era de que eles pudessem ficar mais um tempo aqui. O Fluminense manteve o percentual dos atletas e os bônus que o Fluminense tem são das performances desses atletas quando estiverem jogando em seus respectivos clubes, no Troyes, (FRA) e Manchester City (ING)”.