O assunto dominou o noticiário após o confronto de ontem entre Corinthians e Cruzeiro. Depois da partida, Marcelo Paz abriu o jogo sobre a ida de Matheus Pereira ao Timão.

Segundo entrevista, o CEO corinthiano explicou por que acredita que o volante talvez nem tivesse espaço no Fortaleza nesta temporada. A declaração repercutiu forte, especialmente pelo histórico recente do dirigente no clube cearense.
CEO já tinha ideia do futuro do jogador no clube nordestino
Paz revelou que já tinha informações internas sobre o planejamento do técnico Thiago Carpini. Segundo ele em entrevista ao canal Benja Me Mucho, o próprio perfil da Série B poderia dificultar a utilização do meio-campista.
“Eu acho ele um ótimo jogador, gosto muito da característica dele. Mas talvez ele não jogasse lá no Fortaleza”, afirmou, deixando claro que a decisão não foi repentina.
Matheus Pereira chegou ao Pici no meio do ano passado, após passagem pelo Eibar, da Espanha, e rapidamente ganhou espaço. Foram 20 jogos, dois gols e três assistências, números que chamaram atenção mesmo em meio ao rebaixamento. Com contrato até 2027, ele entrou na lista de possíveis vendas do clube, que via no atleta uma oportunidade de recuperar financeiramente parte do investimento.
Do lado do jogador, também havia o desejo de mudança. Revelado pelo Corinthians, ele não queria disputar a Série B e enxergou no retorno ao Parque São Jorge a chance de retomar protagonismo. O empréstimo até o fim da temporada foi fechado com opção de compra e pagamento de R$ 1,8 milhão pela cessão temporária.
Paz rebate críticas sobre prejudicar o Fortaleza
Marcelo Paz rebateu as críticas de que teria prejudicado o Fortaleza ao negociar atletas com o novo clube. Ele foi enfático ao dizer que nada foi feito sem o aval das partes envolvidas. “O jogador só sai de lá se eles aceitarem. O Fortaleza liberou o Matheus, o Matheus quis vir para cá. O Marcelo não é o todo poderoso. Todo poderoso é o Timão”, disparou, em entrevista ao canal Benja Me Mucho.
O dirigente também destacou que a operação foi vista internamente como vantajosa. Segundo ele, a soma de salários e empréstimo ficou dentro da realidade financeira do Corinthians, especialmente após saídas no elenco. Além disso, o valor investido agora pode ser abatido em uma eventual compra definitiva no fim do ano.