Caio Resende, presidente da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), destacou que uma análise mais rigorosa será feita caso o Vasco decida vender sua SAF para o grupo de Marcos Lamacchia.

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O empresário é filho de José Carlos Lamacchia e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Em entrevista ao GE, Caio comentou que, lá fora, a análise de casos como esse pode se tornar bastante complexa. Isso porque é preciso entender qual a estrutura societária de cada clube e quem realmente tem o poder de decisão dentro dessas organizações.
A preocupação surge do fato de que Leila Pereira e Marcos Lamacchia, por estarem ligados à gestão de clubes importantes do futebol nacional, podem formar uma rede multiclubes. Essa situação poderia gerar conflitos com as regras do regulamento, motivo pelo qual a ANRESF acompanha atentamente esses casos.
Mas como tudo isso pode afetar o Vasco?
A agência foi criada justamente para garantir o cumprimento das regras do Sistema de Sustentabilidade Financeira, conhecido como fair play financeiro, lançado pela CBF em 2026.
“Uma pessoa não pode ser diretora esportiva de dois clubes ao mesmo tempo, por exemplo. Isso é bem objetivo. Eu, Caio, ser diretor esportivo de clube A e clube B, evidentemente isso cria série de implicações éticas que podem comprometer a integridade da competição. Então, nesse aspecto é bastante objetivo. Mas outros aspectos, que vão envolver a estrutura societária, quem tem 10%, quem tem 20%, quem de fato opina, podem exigir análise mais elaborada”.
Sobre a experiência internacional
Caio comentou que, à medida que a estrutura dos multiclubes fica mais complexa lá fora, torna-se difícil analisar tudo do ponto de vista societário. Ele citou exemplos como fundos que participam de outros fundos que possuem clubes. A questão central é: eles têm poder decisório? Podem influenciar as decisões? Essas dúvidas podem levar a uma investigação mais aprofundada por parte da agência.

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Por fim, Caio esclareceu que ninguém procurou o Vasco ou o Palmeiras para discutir esse assunto até o momento. A regra do fair play financeiro deve ser aplicada de forma uniforme, independentemente do clube ou da situação específica.








