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Vasco da Gama

Vasco fecha mês de junho com apenas R$ 9 milhões em caixa após venda de Rayan para clube Inglês, diz portal

Relatório financeiro do Vasco aponta queda no caixa da SAF após venda de Rayan e mostra necessidade de empréstimo de R$ 40 milhões.

Pedrinho no Vasco. Foto: Fabio Giannelli/AGIF
© Fabio Giannelli/AGIFPedrinho no Vasco. Foto: Fabio Giannelli/AGIF

O relatório mensal do administrador judicial do Vasco revelou que a situação financeira da SAF sofreu uma forte deterioração em junho. O clube iniciou o mês com cerca de R$ 20 milhões disponíveis, mas terminou com apenas R$ 9 milhões em caixa, segundo o GE.

Mesmo com a venda de Rayan ao Bournemouth, que colocou R$ 120 milhões à vista nos cofres vascaínos, o clube não conseguiu manter uma reserva financeira elevada durante os meses seguintes.

Segundo o documento enviado à Justiça do Rio de Janeiro, a SAF vive um cenário de restrição de liquidez, com pressão sobre o fluxo operacional e necessidade de buscar recursos externos para manter as atividades.

Vasco precisou recorrer a empréstimo após queda no caixa

O relatório aponta que o valor restante em caixa foi utilizado já no início de julho, aumentando a necessidade de uma nova entrada financeira. Por isso, o clube recebeu um empréstimo DIP de R$ 40 milhões da empresa de Marcos Lamacchia.

A análise do administrador judicial destacou que parte significativa do financiamento já foi destinada ao pagamento das despesas correntes do Vasco. O cenário mostra dependência de capital externo para a manutenção da operação da SAF.

— A parcela expressiva dos recursos obtidos por meio do financiamento DIP já foi destinada ao custeio das despesas correntes — afirmou o relatório apresentado no processo judicial.

Venda de Rayan foi principal receita do Vasco no ano

Os números apresentados mostram que março foi o mês com maior entrada financeira da SAF, justamente pelo negócio envolvendo Rayan. Naquele período, o Vasco registrou R$ 151,364 milhões em receitas.

Além da negociação da joia, o clube teve entradas provenientes de direitos de TV, bilheteria, patrocínios e receitas de sócios-torcedores. Ainda assim, as despesas com futebol e custos operacionais consumiram boa parte dos valores.

O Vasco também informou que não realizou melhorias no Centro de Treinamento no período analisado. As pendências com entidades esportivas seguem em acompanhamento, com parte delas dentro do quadro geral de credores.

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