A diretoria do Vasco tem trabalhado com afinco para concretizar a venda da sua SAF ao empresário Marcos Lamacchia, e nos últimos dias as negociações avançaram bastante. Há um clima de otimismo entre as partes, e a expectativa é que tudo seja resolvido em poucas semanas.

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Segundo informações do GE, para que o acordo seja fechado, o Vasco impõe três condições essenciais. A primeira delas é que a dívida do clube, avaliada em R$ 1 bilhão, seja assumida pelo comprador.
Além disso, o clube quer que os investimentos necessários para tornar a equipe mais competitiva sejam garantidos, incluindo melhorias na folha salarial, reforços e penalizações para baixo desempenho. Também há a expectativa de que haja investimentos na infraestrutura do clube, especialmente no centro de treinamento, tanto para o time profissional quanto para as categorias de base.
Mas qual será a estratégia do Vasco para mudar esse cenário?
A gestão do Gigante da Colina, liderada por Pedrinho, permanece confiante na atuação da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). A intenção é que essa entidade, responsável por fiscalizar o cumprimento das regras do fair play financeiro no Brasil, não impeça as negociações em andamento.

Pedrinho presidente do Vasco. Foto: Fabio Giannelli/AGIF
Ainda assim, vale destacar que até o momento não houve contato formal entre o clube, a CBF ou a própria ANRESF sobre o assunto. Marcos Lamacchia é filho de José Carlos Lamacchia e tem ligações familiares com Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras.
E como tudo isso pode afetar a negociação?
De acordo com o artigo 86 do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), é proibido que qualquer pessoa física ou jurídica detenha controle, ou influência significativa sobre mais de um clube ao mesmo tempo.

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Atualmente, a divisão acionária do Vasco está assim: 30% pertencem ao clube associativo; 31% estão sob controle da SAF 777; e os restantes 39% estão sob posse do Vasco por decisão judicial, embora essa questão ainda esteja em discussão.








