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Seleção Brasileira

Tite defende luta contra o preconceito racial no futebol após fala de Marcão

Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (06), técnico e auxiliar da Seleção Brasileira falaram sobre a questão abordada pelo treinador do Fluminense

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Tite e César Sampaio falaram sobre tema abordado por Marcão recentemente (Foto: Reprodução)
Tite e César Sampaio falaram sobre tema abordado por Marcão recentemente (Foto: Reprodução)

O técnico Tite concedeu uma entrevista coletiva nesta quarta-feira (06) e comentou sobre um tema que foi abordado recentemente pelo treinador do Fluminense, Marcão. O técnico do tricolor carioca abriu o jogo sobre ser o único técnico negro na Série A, ao “Observatório Discriminação Racial do Futuro”. O comandante da Seleção Brasil fez coro ao colega de trabalho.

Eu luto e lutei a minha vida toda contra a minha ignorância. Procurar ler, aprender e estudar. E contra a hipocrisia, brincar de faz de conta. Prefiro não responder quando não quero. Há sim um preconceito estrutural. O que posso dizer é que tenho um respeito muito grande. Um dos principais atletas que já trabalhei chama-se Roger Machado. Pela conduta, momentos bons e difíceis. Devemos lutar contra sim, pois há um preconceito em relação ao técnico negro“, ressaltou Tite.

Auxiliar técnico da Seleção Brasileira e presente na entrevista coletiva, o ex-jogador César Sampaio, com duas passagens marcantes pelo Palmeiras, aproveitou para dar seu relato sobre o fato de, na Série A do Campeonato Brasileiro, só ter um técnico negro, o que, em outros tempos, não existia.

Tite falou sobre racismo estrutural no futebol na coletiva
Tite falou sobre racismo estrutural no futebol na coletiva (Foto: Getty Images)

Durante muito tempo, nós, negros, fomos cerceados em alguns direitos. Em todos os segmentos. A globalização trouxe à tona alguns absurdos. Me sinto muito feliz de ocupar este espaço e ser capaz de estar aqui. Falo para a classe negra em geral que eles possam lutar. Sou um defensor de que esse espaço aqui não tenha cor, mas que todo capaz possa ocupar”, disse.

Marcão criticou a falta de oportunidade: “Mas vejo vários treinadores que são negros, altamente capacitados, sem oportunidade ou que não recebem a chance que muitos têm. Não é pela cor da minha pele que devo ser excluído ou colocado. Olharam para mim e me viram capaz“.

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