A atuação diante do Haiti mudou o cenário de Matheus Cunha dentro da Seleção Brasileira. Depois de iniciar a Copa do Mundo como opção no banco de reservas, o atacante aproveitou a oportunidade recebida por Carlo Ancelotti e deixou uma impressão extremamente positiva na comissão técnica.
Os dois gols marcados não apenas ajudaram o Brasil a conquistar uma vitória importante na fase de grupos, mas também colocaram fim a um problema que vinha acompanhando a Seleção nos últimos anos: a dificuldade dos centroavantes em balançar as redes com regularidade.
Internamente, a avaliação foi de que Matheus Cunha entregou exatamente aquilo que Ancelotti buscava para a posição. Além da movimentação constante, característica que sempre agradou ao treinador italiano, o atacante conseguiu transformar sua participação em gols e desempenho coletivo.
Cunha tem que permanecer?
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Matheus Cunha encerra jejum da camisa 9
Os gols diante do Haiti tiveram um peso ainda maior por conta do contexto recente da Seleção Brasileira. A camisa 9 vinha convivendo com um longo período de escassez ofensiva, algo que se transformou em debate constante durante todo o ciclo da Copa do Mundo.
Antes da atuação de Cunha, o último jogador a marcar usando o número tradicional dos centroavantes havia sido Endrick, ainda em 2024. Desde então, a Seleção passou por diversas tentativas na posição sem conseguir encontrar uma solução definitiva.

Matheus Cunha, atacante da Seleção Brasileira – Foto: Rodolfo Buhrer/AGIF
Mais do que os gols, o atacante mostrou que pode exercer a função sem abrir mão das características que fizeram sucesso na Europa. A mobilidade, a capacidade de sair da área e a participação na construção das jogadas continuam sendo diferenciais importantes dentro do modelo de jogo de Ancelotti.
Comissão técnica aprova desempenho

A partida contra o Haiti aumentou significativamente o prestígio de Matheus Cunha nos bastidores da Seleção. A avaliação da comissão técnica é que o atacante conseguiu oferecer mais dinâmica ao setor ofensivo em comparação às alternativas testadas anteriormente.
A tendência é que ele permaneça entre os titulares para o confronto diante da Escócia. O entendimento é que a equipe encontrou um encaixe mais equilibrado com o jogador ocupando a referência ofensiva, mas participando ativamente da movimentação do ataque.
Com isso, a disputa pela posição perde força momentaneamente. A chamada “dança das cadeiras” entre os centroavantes foi interrompida após a atuação convincente do atacante, que passou a ser visto como a principal opção para liderar o setor ofensivo brasileiro.
Copa pode consolidar espaço de Cunha
O momento é encarado como uma oportunidade importante para Matheus Cunha consolidar definitivamente seu espaço na Seleção Brasileira. A confiança adquirida após os gols e o respaldo recebido da comissão técnica podem ser decisivos para a sequência do Mundial.
Ancelotti segue valorizando jogadores capazes de cumprir funções táticas específicas sem perder agressividade ofensiva. Neste aspecto, o atacante conseguiu reunir os dois fatores justamente no momento em que o Brasil mais precisava de respostas dentro da Copa do Mundo.
Se mantiver o nível de atuação apresentado contra o Haiti, Matheus Cunha tem tudo para chegar ao mata-mata como uma das peças mais importantes do sistema ofensivo da Seleção Brasileira.






