A busca da Seleção Brasileira pelo hexacampeonato passa por muito mais do que treinos, estratégia e ajustes táticos. Nos bastidores da Copa do Mundo, um trabalho silencioso vem ganhando cada vez mais importância dentro do ambiente comandado por Carlo Ancelotti.
A psicóloga Marisa Santiago se consolidou como uma das profissionais mais influentes da delegação brasileira durante o Mundial. Integrada ao grupo desde 2024, ela passou a ter ainda mais espaço com a chegada do treinador italiano, conhecido por valorizar o aspecto mental no futebol de alto rendimento.
O crescimento da participação da profissional acontece justamente em um momento de enorme pressão sobre a Seleção. A expectativa pelo hexacampeonato, a cobrança externa e a necessidade de administrar emoções durante um torneio curto transformaram o trabalho psicológico em uma ferramenta importante dentro da rotina do elenco.
Trabalho mental faz diferença?
Trabalho mental faz diferença?
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Ancelotti aprova trabalho nos bastidores
Carlo Ancelotti nunca escondeu sua admiração pelo trabalho realizado por profissionais da área de psicologia. Desde que assumiu o comando da Seleção Brasileira, o treinador passou a consultar frequentemente Marisa Santiago sobre percepções relacionadas ao ambiente do grupo.
Após a vitória sobre o Haiti, o próprio treinador fez questão de destacar publicamente a contribuição da psicóloga para o momento vivido pela equipe. Internamente, a avaliação é que a Seleção apresentou maior tranquilidade em campo, com menos erros de tomada de decisão e um comportamento mais equilibrado diante da pressão da competição.

Ancelotti assumiu o Brasil em 2025 – Foto: IMAGO/Sportimage.
Embora tenha uma sala reservada para atendimentos particulares durante a Copa do Mundo, a atuação de Marisa não se limita aos encontros individuais com os jogadores. A profissional acompanha treinamentos, viagens, refeições e diversas atividades do cotidiano da delegação. Muitas vezes, o trabalho acontece através de observações, conversas rápidas ou intervenções pontuais realizadas no momento certo.
Trabalho vai além das conversas individuais

A comissão técnica entende que esse acompanhamento próximo facilita a identificação de situações que poderiam gerar ansiedade, insegurança ou desgaste emocional ao longo do torneio. A presença permanente de uma psicóloga representa uma mudança importante na forma como a Seleção Brasileira lida com a saúde mental dos atletas.
Em outras Copas do Mundo, o acompanhamento psicológico existiu de forma pontual, mas nunca com a participação tão integrada ao dia a dia do grupo como acontece atualmente. A avaliação interna é extremamente positiva. Tanto a comissão técnica quanto a coordenação da Seleção enxergam o trabalho como parte fundamental da preparação dos atletas para enfrentar os desafios da competição.






