Nesta segunda-feira (6), a Justiça do Trabalho afastou por um ano o presidente afastado da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo, por conta da investigação de assédio sexual, cuja a denúncia foi levada a público em junho. A informação é dos repórteres Gabriela Moreira, Martín Fernández e Sérgio Rangel, do site GE.
Caboclo não poderá entrar nem permanecer dentro da sede da CBF, no Rio de Janeiro, até setembro de 2022. A decisão foi feita pela juíza Aline Maria Leporaci Lopes, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, determinando também uma multa de R$ 500 mil caso a CBF e o cartola desobedeçam a decisão.
Eleito em 2018, Rogério Caboclo assumiu a presidência da CBF em 2019, e esteve no cargo até junho deste ano, quando veio à tona uma acusação de assédio sexual e moral, feita por uma funcionária da entidade, e levada a público pelo site GE. Caboclo foi afastado do cargo pelo Comitê de Ética e, desde então, duas pessoas passaram pelo cargo.
Durante alguns meses, quem esteve à frente da CBF foi Antônio Carlos Nunes, conhecido como Coronel Nunes. Depois, assumiu Ednaldo Rodrigues, que foi presidente da Federação Baiana de Futebol. O mandato de Caboclo termina em abril de 2023. Ele nega todas as acusações que recaem sobre sua pessoa.
Em meio à crise envolvendo a entrada de quatro jogadores argentinos que atuam na Inglaterra sem fazer a quarentena de 15 dias, a seleção brasileira volta a campo na próxima quinta-feira (9), quando enfrenta o Peru, na Arena Pernambuco, às 21h30 (horário de Brasília).




