Na última quinta-feira (29), o esporte se despediu do maior expoente da história do futebol. O Rei Pelé faleceu na tarde de quinta, após uma longa batalha contra o câncer no cólon. Fã incondicional do Eterno Camisa 10, a treinadora da Seleção Feminina, Pia Sundhage, lamentou a partida do ídolo aos 82 anos de idade.
“É uma grande perda. Pelé foi e será um dos meus maiores ídolos. Como sueca, li sobre a Copa do Mundo de 1958, quando estávamos tão perto de vencer, mas seu talento fez história. O melhor de todos os tempos. Obrigado por tudo, o mundo sentirá sua falta!”, lamentou Pia.
Desde criança, Pia tem uma grande admiração por Pelé. Quando o Rei conquistou a primeira Copa do Mundo pelo Brasil, em 1958, diante da seleção sueca, na Suécia, a treinadora ainda não havia nascido, mas ouviu as histórias de um jovem de 17 anos que brilhou naquele histórico Mundial. Foi o suficiente para tamanha admiração e, desde então, o nome “Pelé” passou a ser uma espécie de amuleto.
A inspiração e o amor marcaram a jornada de Rei Pelé, que faleceu no dia de hoje.
Amor, amor e amor, para sempre.
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Inspiration and love marked the journey of King Pelé, who peacefully passed away today.Love, love and love, forever. pic.twitter.com/CP9syIdL3i
— Pelé (@Pele) December 29, 2022
“A primeira vez que ouvi sobre o Pelé foi quando era criança e soube sobre a Copa do Mundo de 1958 na Suécia. Vi aquelas fotos e percebi o quão grande eram aqueles jogadores. Nesse meio tempo, eu ganhei um cachorro e coloquei o nome dele de Cruyff Pelé Beckenbauer. Para mim, Pelé significa muito, e uma das razões me remete o momento quando recebi a proposta para ser técnica da Seleção Brasileira, eu apenas disse ‘sim’, porque Pelé significa o Brasil”, relembra Pia.
Nunca vi tamanho respeito por um esportista, de qualquer nacionalidade, de qualquer época. Acho que nunca vi nada parecido com NENHUMA personalidade, de qualquer área. Pelé é a palavra brasileira mais pronunciada no mundo em todos os tempos. Hoje, o Rei aumenta (mais) essa marca. pic.twitter.com/UZd5THNeWa
— André Rizek (@andrizek) December 30, 2022
“Quando eu tinha 6 anos de idade, não permitiam que eu jogasse bola, então tentamos mascarar isso de alguma forma. Ao invés de me chamarem de Pia, o meu técnico sugeriu que mudassem o meu nome para Pelle, que sugeriria o nome de um menino. Naquela época, só entendia que me chamavam de ‘Pelé’. Então, essa é a minha história quando comecei a jogar futebol”, contou.
�� REI PELÉ ��
SELEÇÃO BRASILEIRA DE 1957 a 1971
Jogos: 113
Gols: 95
84 vitórias, 15 empates e 14 derrotas
Títulos: Copa do Mundo (1958, 1962 e 1970), Copa Roca (1957 e 1963), Taça do Atlântico (1960), Taça Oswaldo Cruz (1958, 1962 e 1968) e Taça Bernardo O’Higgins (1959). pic.twitter.com/RzsjCEMIuv
— Seleção Feminina de Futebol (@SelecaoFeminina) December 30, 2022
Em novembro deste ano, a Seleção Brasileira Feminina enfrentou o Canadá, em Santos (SP). O clube santista surpreendeu a treinadora com a camisa do Rei Pelé. A sueca não escondeu a emoção de receber a eterna camisa 10 no palco emblemático da na Vila Belmiro. Na ocasião, Pia confessou: “Estar aqui nesse lugar histórico (Vila Belmiro) e ganhar essa camisa, foi algo que fez meu dia melhor, isso é muito especial! Consegue imaginar agora ganhando essa camisa não com o meu nome, mas com o nome do Melhor Jogador do Mundo e ainda neste estádio histórico, isso significa muito! Eu nunca vou me esquecer desse dia!”, finalizou.





