É sempre muito difícil ter que escolher uma proposta de nacionalização para defender outros países. Pela hegemonia do Brasil no futebol, virou algo comum ver jogadores nascidos em terras Tupiniquins irem defender as cores de outras nações. Casos como o do volante Jorginho na Itália e do atacante Diego Costa na Espanha acontecem com cada vez mais frequência. Em uma dessas investidas, o técnico Tite quase perdeuum selecionável na Copa do Mundo do Qatar.
A situação aconteceu com Roger Ibañez, zagueiro de 23 anos que atua na Roma. O defensor saiu com apenas 20 anos do Fluminense para jogar na Atalanta. Com o destaque repentino, Ibañez foi comprado pelo time da capital italiana e hoje é treinado por José Mourinho. O profissional que já foi um dos melhores técnicos do mundo contribuiu para a convocação do atleta para a Seleção Brasileira, o que é motivo de agradecimento por parte do atleta.
“Ao Mourinho eu só tenho a agradecer. Desde que chegou, ele me deu confiança, me deixou livre para fazer o que quisesse dentro de campo, me deu dicas, falou o que era certo para fazer em alguns momentos, agregou muito na minha carreira. E nessa conversa que ele teve com o Tite, só tenho a agradecer por ter falado tudo aquilo. Isso pode ter influenciado na escolha do Tite”, agradece Ibañez.

O zagueiro chegou a ser cobiçado pela seleção da Itália, apesar de não existir nenhuma ação concreta da federação para tentar nacionalizar Ibañez. Porém, mesmo assim o jogador afirma que prefere defender as cores do seupaís de origem. Em entrevista coletiva na sua primeira convocação, ele falou também da escola defensiva italiana e da possibilidade em atuar como lateral.
Fim do primeiro treino da Seleção mais unida do mundo.
Os caras não param de se abraçar Kkkkkkkkkk pic.twitter.com/iSEhUQ74iq
— Penta #RumoAoHexa ���� (@Selecaoinfo) September 19, 2022
“É uma escola muito grande de zagueiros, o lugar certo para um zagueiro vir e aprender. Eu aprendi muita coisa desde o ano em que passei na Atalanta. Quando cheguei, para me adaptar ao futebol italiano, foi essencial aquele ano. No decorrer do tempo, fui pegando experiência com os jogos e aprendi muito com eles. Na Roma eu cheguei a fazer algumas partidas como lateral-esquerdo ou um zagueiro mais aberto, que parecia um lateral-esquerdo. Não é complicado, só entender aquilo que o treinador pede e tentar realizar tudo isso. Para mim, é bem tranquilo”, destaca o novo zagueiro da Seleção Brasileira.




