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Seleção Brasileira

Ele é tudo isso? Como foram os 6 anos de Tite na Seleção Brasileira em comparação aos técnicos antecessores

Em setembro, treinador completará seis anos comandando a Amarelinha em jogos oficiais; números, desde então, são quase os melhores de um comandante em todos os tempos pelo Brasil, mas Tite segue sendo questionado

Tite está prestes a completar seis anos no comando técnico da Seleção Brasileira
© Buda Mendes/Getty ImagesTite está prestes a completar seis anos no comando técnico da Seleção Brasileira

A passagem de Tite pela Seleção Brasileira está prestes a completar seis anos. Anunciado no cargo pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em junho de 2016, ele fez sua estreia comandando a equipe apenas em setembro do mesmo ano, com o triunfo sobre o Equador, por 3 a 0, fora de casa, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

De lá para cá, o comandante passou por altos e baixos: desde o grande futebol praticado antes da Copa de 2018, até as críticas sofridas após a derrota para a Bélgica, no Mundial passado, somando a imparáveis questionamentos entre o Mundial passado e o que está para ter início neste ano, entre novembro e dezembro, no Catar.

Mas as críticas são pertinentes? O que houve de positivo e negativo com Tite nestes quase seis anos? Este texto responde a, ao menos, parte dessas perguntas.

Aproveitamento

Estatisticamente, não dá para dizer que o trabalho de Tite é ruim. Até o momento, ele tem o segundo melhor aproveitamento da história dos treinadores que passaram pela Seleção Brasileira – contando quem fez ao menos 10 jogos. Desde a sua estreia, o comandante tem 80,1% de rendimento, perdendo apenas para João Saldanha, que treinou o Brasil até a Copa de 1970, e teve 90,9%.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Foto: Lucas Figueiredo/CBF – Jogadores celebram com Tite o título da Copa América de 2019

A diferença de jogos entre eles é grande: Tite comandou a Seleção em 72 partidas, enquanto Saldanha foi o técnico brasileiro em apenas 11 duelos (10 vitórias e um empate). Com o atual treinador do Brasil, foram 53 vitórias, 14 empates e apenas cinco derrotas. O aproveitamento deixa para trás nomes de peso, como Zagallo (78,3%), Telê Santana (78%), Vicente Feola (77,8%), Dunga (76,1%) e Felipão (74,2%).

Total de partidas

A partir do início do século XXI, os números de Tite são os melhores em aproveitamento, e só perdem para Dunga em número de partidas disputadas no comando técnico: com ele, entre 2006 e 2010, e depois entre 2014 e 2016, foram 85 jogos, 13 a mais que Tite tem. Mesmo se o Brasil chegar à final da Copa do Mundo, o técnico atual não baterá a marca, visto que a Seleção poderá fazer, no máximo, mais 12 duelos daqui até o fim do ano.

Ao todo, Tite é o quarto treinador com mais partidas no comando da Seleção Brasileira (72). A ponta da lista tem o lendário lobo Zagallo, com 126 jogos no banco de reservas do Brasil. Na sequência, surgem Carlos Alberto Parreira, com 112 partidas em duas passagens, e Dunga, com 85 duelos.

Desempenho em competições

Embora haja a crítica em cima das poucas partidas vistas com adversários de “nível parecido” ao do Brasil nas competições apresentadas, a Seleção Brasileira sofreu apenas duas derrotas em partidas que não são avaliadas como amistosos, desde a chegada de Tite.

No período, a Seleção disputou as Eliminatórias para as Copas do Mundo de 2018 e 2022, sem perder nenhuma das 29 partidas disputadas, esteve nas Copas América de 2019, com título, e de 2021, com uma derrota, para a Argentina, na final, por 1 a 0. Por fim, houve também a disputa da Copa do Mundo, na Rússia, em 2018, com o revés para a Bélgica, nas quartas de final, por 2 a 1.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Foto: Lucas Figueiredo/CBF – Seleção treinando, em 2018, na Rússia; encerramento do Mundial marcou série de críticas ao trabalho de Tite e mudança e percepção da torcida em novo ciclo do treinador

Se os resultados negativos geram grande impacto, há recordes que ficam marcados nesta passagem. No título da Copa América de 2019, o Brasil fechou a competição com a melhor defesa da história da competição, tendo sofrido apenas um gol em toda a edição. Já nas Eliminatórias para a Copa deste ano, a Seleção teve a melhor campanha da história do torneio, conquistando 45 pontos de 51 possíveis – há uma partida pendente.

Confira os números da passagem de Tite pela Seleção Brasileira, desde 2016:

Jogos: 72
Vitórias: 53
Empates: 14
Derrotas: 5 (Argentina 3 vezes; Peru; Bélgica)

Gols marcados: 152 (2,11 por jogo)
Gols sofridos: 25 (0,35 por jogo)
Jogos sem sofrer gols: 50 (69,4% das partidas)

Jogos em competições (Copa do Mundo, Copa América e Eliminatórias)

Partidas: 47 (29 em Eliminatórias, 13 em Copa América e 5 em Copa do Mundo)
Vitórias: 37 (25 em Eliminatórias, 9 em Copa América e 3 em Copa do Mundo)
Empates: 8 (4 em Eliminatórias, 3 em Copa América e 1 em Copa do Mundo)
Derrotas: 2 (1 em Copa América e 1 em Copa do Mundo)

Campeão da Copa América, em 2019 e vice-campeão em 2021; líder nas Eliminatórias, em 2018 e em 2022

Destaques individuais

Mais partidas disputadas: Marquinhos (56), Gabriel Jesus (54), Casemiro (50), Philippe Coutinho (50) e Neymar (47)

Mais gols marcados: Neymar (25), Gabriel Jesus (18), Philippe Coutinho (16), Richarlison (13) e Roberto Firmino (13)

Mais assistências: Neymar (27), Gabriel Jesus (13), Willian (8), Philippe Coutinho (7), Roberto Firmino (5) e Renan Lodi (5)

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