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Seleção Brasileira

“1,5 milhão de dólares por jogo”, CBF dispensa renovação de parceria e mira em mais jogos da Seleção no Brasil

Ednaldo Rodrigues também quer mais jogadores do Brasileirão atuando pela Seleção

Ednaldo Rodrigues assumiu o comando da CBF com uma estrutura herdada de seu antecessor, mas como presidente tinha o interesse de promover algumas mudanças na entidade e agora com o fim da Copa do Mundo e o retorno do recesso coletivo, ele iniciou o processo de reformulação na Confederação.

Um dos desejos de Ednaldo Rodrigues é que a Seleção Brasileira volte a ter uma conexão maior com a torcida. E uma das estratégias do presidente é a realização de mais jogos no Brasil, além disso ter mais jogadores que atuam no futebol nacional sendo convocados para integrar a equipe canarinho. Na última Copa do Mundo, dos 26 convocados, apenas três atuavam no Brasileirão.

“ A Seleção Brasileira jogou muito fora do Brasil quando poderia ter jogado mais aqui. Poderia ter usado também mais jogadores do futebol brasileiro. Vai depender dos jogos, das datas, mas pretendo que jogue mais aqui no Brasil. De uma forma que não acontecia antes” declarou o presidente, em promessa feita antes de ser eleito oficialmente.

Foto: Thais Magalhães/CBF | Ednaldo Rodrigues em coletiva de imprensa na ultima segunda (17)
Foto: Thais Magalhães/CBF | Ednaldo Rodrigues em coletiva de imprensa na ultima segunda (17)

Ednaldo Rodrigues acredita que a ligação entre a Seleção e a torcida brasileira melhorou, porém ainda não está no nível esperado. “Tem que ser aberta para todos, para a imprensa, para estar trabalhando e honrando os patrocinadores que pagam uma conta importante para manter a Seleção dentro do padrão que é a Seleção Brasileira. Uma Seleção que possa ser alegre, como tem sido sempre o torcedor brasileiro”, avaliou.

Um dos impedimentos de a Seleção realizar jogos no Brasil era o contrato com a Pitch, empresa inglesa que organizava os jogos da equipe canarinho desde 2012. O vínculo com a empresa encerrou em dezembro, mas a entidade decidiu não renovar. A CBF embolsava 1,5 milhão de dólares por jogo, em média, um valor que estava gerando insatisfação. Além disso os jogos do Brasil em sua maioria estavam acontecendo fora do país.

“A CBF concluiu um contrato de 10 anos que vinculava a Seleção a jogar fora do Brasil. Quem for o novo parceiro vai ter que saber que queremos jogar mais no Brasil. São vários pretendentes. Tem que ter transparência, credibilidade, tem que ser com bastante valorização do que é a Seleção Brasileira. Essa tem sido a tônica das nossas ações. Nós temos aumentado os valores de patrocínios em até 10 vezes e tudo vai ser revertido para o futebol brasileiro.”, destacou.

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