Presidente do Palmeiras desde dezembro de 2021, Leila Pereira já soma mais de uma década de ligação estreita com o arquirrival do São Paulo. Entretanto, na última segunda-feira (1º), a mandatária abriu o jogo sobre os bastidores dessa trajetória e revelou como o Tricolor Paulista acabou sendo o propulsor de sua empreitada no clube alviverde.
Durante sua participação no podcast POD_i, da GloboNews, comandado por Andréia Sadi, a mandatária relembrou seus primeiros passos como empresária e patrocinadora. Leila também recordou um drama pessoal de anos atrás e revelou que o interesse de um clube rival acabou antecipando sua chegada definitiva à Rua Palestra Itália.
“Em 2014, meu marido enfrentou um problema de saúde muito sério. Ele teve um linfoma e foi um período muito difícil. Ao mesmo tempo, o Palmeiras vivia uma situação complicada, quase foi rebaixado”, iniciou Leila Pereira.
Leila explica como quase foi parar no Tricolor Paulista
Contudo, neste contexto, o Clube da Fé surgiu procurando a Crefisa e a rivalidade despertou o interesse de Leila em construir a parceria no rival.
“O clube tinha problemas financeiros e estava há dois anos sem patrocinador. Hoje falamos disso sorrindo, mas foi muito difícil. No fim, ele recebeu alta e o Palmeiras não caiu. Estávamos tomando café quando surgiu o assunto. O São Paulo entrou em contato para tratar de um possível patrocínio. Eu falei: ‘De jeito nenhum’. Nós nunca tínhamos feito nada no futebol. Então perguntei: ‘O Palmeiras está há dois anos sem patrocinador, por que não patrocinamos o clube?’,” revelou a dirigente.
Você acha que Leila Pereira seria uma boa parceira para o São Paulo?
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Apesar do questionamento, Leila contou que ouviu uma negativa do marido, muita em razão da falta de planejamento ou de relação com profissionais do Palmeiras: “Eu não tinha o telefone de ninguém do Palmeiras. Procurei no Google e liguei para o clube. Me apresentei e pedi o telefone do presidente (Paulo Nobre), mas a atendente desligou. Depois pedi o contato do diretor de marketing e me passaram. Conversei com ele e depois descobri que pensou que fosse um trote. Mesmo assim, marcou uma reunião com o presidente naquele mesmo dia e nós fomos”, concluiu.

Leila Pereira e o ex-presidente Julio Casares: Relação cordial que acabou em polêmica – Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
Detalhes apontam proposta do SPFC melhor que a do Palmeiras
Segundo o Globo Esporte, a disputa começou em 2014, quando a financeira negociava simultaneamente com Palmeiras e São Paulo. Sob a gestão de Carlos Miguel Aidar, o Tricolor chegou a apresentar vantagens superiores às do rival para selar o acordo. O pacote são-paulino incluía contrapartidas pesadas no Morumbi: um camarote centralizado, carga de mil ingressos por partida e um setor de cadeiras personalizadas com a identidade visual da marca.
Além disso, a empresa estamparia testeiras e placas nos anéis do estádio posicionadas estrategicamente para a transmissão de TV, maximizando o retorno de mídia. O projeto ainda previa postos de atendimento internos para a venda de empréstimos consignados diretamente aos torcedores. No papel, o Palmeiras pedia os mesmos R$ 23 milhões anuais pelo patrocínio, mas oferecia entregas comerciais bem mais modestas.

Infográfico gerado com auxílio de Inteligência Artificial pelo Bolavip Brasil






