O São Paulo iniciou a temporada sob forte cobrança, e o técnico Hernán Crespo não escondeu a preocupação com o tamanho do elenco. Após a derrota na estreia do Campeonato Paulista, o treinador foi direto ao afirmar que o clube precisa contratar pelo menos cinco reforços para atravessar 2026 com competitividade.

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Na avaliação de Crespo, o problema não passa apenas por qualidade, mas principalmente por número. O treinador entende que as muitas saídas entre o fim de 2025 e o início desta temporada reduziram demais as opções, aumentando o risco de sobrecarga física e emocional ao longo do calendário.
O técnico também deixou claro que não quer transferir toda a responsabilidade para jogadores que estão retornando de lesão. Para ele, tratar nomes experientes como solução imediata pode ser um erro perigoso no planejamento esportivo.
Elenco curto acende alerta no Morumbis
“Temos que tentar reforçar com cinco, seis jogadores. Por número. Precisamos”, afirmou Crespo, em tom sincero. O argentino destacou que o cenário atual exige união interna, mas reconheceu que a temporada será extremamente difícil sem novas chegadas para equilibrar o grupo.

Crespo foi sincero sobre os desfalques importamtes do Tricolor Foto: Jota Erre/AGIF
Desde a abertura da janela, o São Paulo acumulou baixas importantes. Deixaram o clube jogadores como Maílton, Erick, Dinnenno, Luis Gustavo, Rigoni e Patryck Lanza, enquanto outros nomes ainda discutem saída ou negociação com diferentes clubes.
Em contrapartida, os reforços foram poucos. O volante Danielzinho e o goleiro Carlos Coronel já foram anunciados, enquanto o zagueiro Matheus Dória tem conversas avançadas. Ainda assim, o treinador entende que o volume está longe do ideal.
Crespo protege líderes e pede paciência
Outro ponto enfatizado pelo técnico foi a situação de Lucas Moura e Jonathan Calleri, dois dos principais líderes do elenco. Ambos retornam após problemas físicos em 2025, e Crespo fez questão de afastar qualquer ideia de acelerar o processo da dupla.

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Internamente, o discurso é de cautela. O treinador não quer que os dois sejam tratados como “salvadores” em um momento de reconstrução, reforçando que o coletivo precisa ser fortalecido para aliviar a pressão sobre os nomes mais experientes.
Com a janela aberta até março, a diretoria agora convive com a cobrança pública do treinador. O entendimento é de que, sem reforços, o São Paulo corre o risco de atravessar a temporada sempre no limite, dentro e fora de campo.








