A história de amor entre Rogério Ceni e São Paulo durou por 25 em campo. O dia 11 de dezembro de 2015 foi a última vez que o goleiro vestiu a camisa do clube como jogador de futebol, em uma linda festa de despedida com direito a show, grandes ídolos da história do Tricolor e Morumbi lotado e cheio de emoções.
Rogério Ceni vestiu a camisa do clube em1.237 jogos, sendo 978 partidas como capitão, conquistando 623 vitórias e marcando 131 gols, se tornando o maior goleiro artilheiro da história do futebol. Além dissoa prinicpal marca do ex-camisa 01 foramas conquistas com o Tricolor, são eles:

- Campeonato Mundial de Clubes da FIFA:2005
- Copa Intercontinental:1993
- Copa Libertadores da América:1993,2005
- Supercopa Libertadores:1993
- Copa Sul-Americana:2012
- Copa Conmebol:1994
- Copa Master da Conmebol: 1996
- Recopa Sul-Americana:1993,1994
- Campeonato Brasileiro:2006,2007,2008
- Torneio Rio-São Paulo:2001
- Campeonato Paulista:1998,2000,2005
- Supercampeonato Paulista: 2002

Em sua partida de despedida, revelou que tem o desejo de ter as suas cinzas jogadas no Morumbi após a sua morte. Logo depois, concedeu entrevista coletiva e relembrou a sua trajetória com o clube, revelando planos e mostrando tranquilidade com a sua aposentadoria no São Paulo.
“O amor pelo clube será levado para sempre. A única diferença é que não poderei estar em campo. A emoção do jogo é fantástica para o atleta. Achei muito bacana a forma como cada atleta entrou em campo e vi, depois, alegria estampada no rosto de caras que passaram há 10 anos, caras que eu não via há 10 anos. Foi a coisa mais perfeita. Tenho que me apegar a novas jornadas, novos trabalhos, mas talvez nenhum amor futuro será maior do que foi essa história construída com o São Paulo”, afirmou Ceni.

(Foto: Site oficial do São Paulo)
“Passaram-se 25 anos, muita coisa se perde pelo tempo, esse desejo é um desejo meu.Estava dormindo nesta noite e acho que seria bacana, pela identificação, pelo carinho, onde vive 65% da minha vida.Não gostaria de ser esquecido num lugar qualquer. Eu me sentira bem feliz, aqui deixei minha vida como atleta. Nunca manifestei esse desejo a ninguém”, sofre as cinzas no Morumbi.
“Eu me sinto mais um são-paulino, com uma diferença, um privilegiado por ter estado em campo durante 19 anos como titular. Que teve a oportunidade de expressar todo o sentimento dentro de campo. Difícil falar de si mesmo. Isso é o tempo que vai dizer, as vozes, o canto”, sobre se sentir um mito.

“O amor pelo clube vai ser levado para sempre. A única diferença é que não vou poder estar em campo para sentir a emoção do jogo. Nenhum amor futuro será maior do que foi essa história construída com o São Paulo”, finalizou.





