O empate sem gols entre Santos e Coritiba, na Vila Belmiro, diz menos sobre o placar e mais sobre o incômodo. Incomodou o zagueiro Lucas Veríssimo, que não escondeu a frustração, e incomodou, sobretudo, a arquibancada.
Não foi apenas mais uma igualdade no marcador. Foi o terceiro jogo seguido sem vitória em casa. Ao apito final, vieram as vaias, previsíveis como a dificuldade do time em transformar presença em resultado. A torcida protestou. E não sem motivo. Em mata-mata, empatar em casa é adiar um problema conhecido na Copa do Brasil.
Em entrevista à Amazon Prime Video, Lucas Veríssimo admitiu o óbvio que o placar insistiu em escancarar: o Santos até cria, mas tropeça onde o futebol não perdoa, a finalização.
Acha que o elenco do Santos está sentindo o peso da camisa?
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Veríssimo expõe problema
“Na Vila a gente tem que ganhar. Fizemos um bom jogo, começamos bem. Temos que concluir melhor. Estamos pecando nisso. Vem numa evolução, criando chances, mas falta finalizar e matar o jogo. Contra o Atlético-MG fizemos 1 a 0, tivemos chances para matar e sofremos até o final. Contra o Fluminense a mesma coisa. São jogos que estamos evoluindo, mas falta o último passe”, afirmou.
Lucas Veríssimo tratou a vaia como parte do pacote. Não reclamou, nem dourou a pílula. Reconheceu que a cobrança que desce das arquibancadas é proporcional ao peso da camisa do Santos.

Neymar em ação no duelo contra o Coritiba – Foto: Mauricio De Souza/AGIF
“Jogar no Santos é pressão, quem está aqui sabe disso. Santos é gigante. Tem a pressão natural, mas tem que saber lidar. Jogando em casa a torcida está apoiando. No final tem que cobrar mesmo porque a equipe está deixando a desejar”, completou.
Próximo duelo do Peixe e desfalque de Neymar

O 0 a 0 não resolveu nada, apenas empurrou a decisão para frente. A vaga segue em aberto e será decidida no Couto Pereira, em Coritiba. Antes disso, o Santos muda o foco, e se prepara para o Campeonato Brasileiro, onde encara uma sequência fora de casa. A largada é contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, sem Neymar, como bem detalhou o técnico Cuca.






