Nos bastidores da Vila Belmiro, o presidente Andres Rueda vai conversando com seu “plano A” para técnico pensando em 2023. Após a recusa de Sebastián Beccacece, o ex-zagueiro Mauricio Pellegrino, que treinou o Vélez Sarsfield em 2021, é o grande favorito a assumir o Santos nos próximos dias – o cargo está desocupado desde a saída de Lisca, na semana passada.
Pesam a favor do Peixe:
– Pellegrino está livre no mercado;
– Aceita o teto salarial – na casa dos R$ 200 mil mensais – e contrato até o fim de 2023;
– próprio interesse de Pellegrino de treinar o Alvinegro;
– licença PRO da Uefa e experiência em clubes da Europa e da América do Sul.
Em 2020, Pellegrino se destacou no Vélez indo até a semifinal da Copa Sul-Americana e classificou o clube de Buenos Aires para a Libertadores deste ano – os argentinos foram até as semifinais e pararam somente no Flamengo. O trabalho do técnico de 50 anos chamou a atenção do Conselho Gestor no CT Rei Pelé, porém o colega Renan Cesar, setorista do Peixe, se atenta a certas características do ex-zagueiro que fogem da filosofia do Santos.

Como lembra Renan, o Vélez de Pellegrino se notabilizou como uma equipe que marca em “bloco médio-baixo”. Nesse tipo de marcação, o time recua mais suas linhas e espera mais o adversário atacar, compactando mais a defesa, porém permitindo a aproximação do rival a seu gol. Geralmente, o Peixe ficou conhecido pelo futebol ofensivo, como nas épocas de Neymar, Robinho, Giovanni, isso sem falar do Rei Pelé.
Mauricio Pellegrino tem uma bagagem interessante. Conteúdo que poderia agregar no dia a dia do clube. Porém, há uma premissa do que eu penso pro Santos, onde não abro mão e, que NÃO vai de encontro com o modelo de jogo dele: suas equipes costumam marcar em bloco-médio/baixo. https://t.co/zFQmiq8uEU
— Renan Cesar (@Renancesar94) September 20, 2022
Na verdade, Pellegrino é visto como um treinador de perfil moderno, até por sua formação e experiência com Rafa Benítez, por exemplo. Por isso, seus tambem têm como principais características a valorização da passe de bola, a compactação no meio de campo e um sistema defensivo sólido. Costuma variar formações táticas dentro do 5-4-1, para um 4-2-3-1, ou indo de um 4-4-2 para um 5-3-2.





