O empate sem gols entre Palmeiras e Internacional deixou mais uma impressão incômoda para o time de Abel Ferreira: quando o adversário consegue fechar os espaços e reduzir o campo de ação, o Verdão encontra muitas dificuldades para transformar domínio territorial em chances realmente perigosas.
Não é um problema necessariamente relacionado à falta de qualidade individual. O Palmeiras tem jogadores capazes de decidir partidas, mas encontra obstáculos quando precisa assumir o protagonismo diante de uma defesa organizada e com pouca distância entre as linhas. Contra o Internacional, isso voltou a ficar evidente.
A equipe gaúcha conseguiu proteger bem a região central e dificultou a circulação palmeirense. O Palmeiras até encontrou alguns espaços, principalmente através das movimentações pelos lados e das bolas trabalhadas próximas à área, mas não teve facilidade para desmontar a estrutura defensiva colorada.
Palmeiras tem dificuldade para acelerar contra bloco baixo
Um dos principais problemas do Palmeiras nesses jogos é a dificuldade para acelerar a circulação da bola quando o adversário recua. A equipe consegue controlar a posse e empurrar o rival para perto da própria área, mas muitas vezes demora para encontrar o passe que quebra a primeira linha de marcação.
Isso faz com que o ataque fique previsível. A bola circula de um lado para o outro, os laterais participam bastante e os jogadores ofensivos tentam encontrar espaços entre os defensores, mas o adversário ganha tempo para reorganizar a marcação.
Contra o Internacional, esse cenário apareceu novamente. O Colorado conseguiu suportar os momentos de pressão e, quando recuperava a bola, ainda buscava acelerar pelos lados com Johan Carbonero. O Palmeiras, por outro lado, precisou insistir em ataques posicionais diante de uma equipe que oferecia poucos espaços.
Empate com o Internacional expõe novamente o problema
O 0 a 0 com o Internacional serve como mais um exemplo desse comportamento. O Colorado não precisou dominar a partida para conseguir competir em igualdade de condições. Bastou manter organização defensiva, diminuir os espaços e esperar os momentos certos para tentar sair em velocidade.
O Palmeiras teve jogadores capazes de criar individualmente, mas não conseguiu transformar sua superioridade técnica em uma vantagem clara no placar. E esse é justamente o alerta para Abel Ferreira: em partidas de campeonato, principalmente contra adversários que aceitam jogar mais recuados, esse tipo de cenário pode voltar a aparecer com frequência.





