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Abel revela desafio inusitado que mudou o jogo na goleada do Palmeiras sobre o Vasco

A estratégia de bastidor revelou a virada de chave mental do elenco antes dos três gols relâmpago

Abel revela como mtivou a virada de chave palestrina que acabou em goleada conrra o Vasco - Foto: Thiago Calil/AGIF
© Thiago Calil/AGIFAbel revela como mtivou a virada de chave palestrina que acabou em goleada conrra o Vasco - Foto: Thiago Calil/AGIF

Após a vitória por 4 a 1 contra o Vasco pelo Brasileirão, Abel Ferreira elogiou a atuação do Palmeiras, com destaque para o rendimento na etapa final. O treinador aproveitou o momento para protestar contra o calendário apertado e a falta de descanso dos jogadores, defendendo que o elenco precisa resgatar a “paixão amadora” pelo futebol para superar o desgaste.

Apesar de um primeiro tempo complicado, o Palmeiras deslanchou na etapa final ao marcar três gols em um intervalo de dez minutos — com Flaco López, Vitor Roque (de pênalti) e Mauricio. Na reta final, Flaco voltou às redes para fechar a goleada por 4 a 1, com o Vasco descontando nos minutos últimos. O resultado consolidou a liderança do Verdão na Série A, abrindo seis pontos de vantagem na ponta da tabela.

Abel destacou a reação Alviverde, mas não escondeu que lançou uma espécie de desafio ao elenco no vestiário, capaz de provocar o brio de seus comandados.

“Na primeira parte não conseguimos para mim por duas razões: a agressividade do adversário para pressionar na construção. Na segunda fase fiz a mesma coisa com jogadores diferente, saída com três, demos largura. Se calhar o que deu mais largura pela direita foi o Giay, por dentro o Allan. O que fiz antes foi quase que desafia-los: isso é o melhor que conseguimos fazer como equipe?”, desabafou Abel.

A provocação positiva que serviu de combustível para o Verdão

“Eles sabem que jogadores do Palmeiras têm que ser audazes, assumir que somos uma equipe muito jovem, que apesar dessa juventude temos que amadurecer com esses jovens e fizemos uma segunda parte belíssima na coragem, vontade competitiva, envolvemos o público, através do gol, dinâmicas, da atitude, da coragem”, completou.

Para Abel Ferreira, essa entrega sintetiza a ideia de “jogar como amadores”: resgatar o entusiasmo genuíno de quem joga por amor à camisa, deixando o desgaste físico de lado em nome da essência do jogo.

Abel detalha o que é “jogar como amadores”

“Jogar como se fossemos amadores, meter o coração, não pensar na pressão. Jogar com prazer. Quando saem da base começam a ser pagos e isso cria uma pressão, porque boa parte deles sustenta uma família atrás e sabem que precisam de uma performance pra ter melhores contratos, pra evoluir. Joguem como amadores com paixão com risco. Estamos pra mostrar o espetáculo, não é para jogar com medo. É isso que tolhe o passe, o arremate. Cabeça limpa, corpo são, sai natural. Não somos amadores mas o espírito tem que ser esse, jogar livre, leve”, finalizou o treinador.

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