No último domingo (8), o Palmeiras encarou o Novorizontino na final do Campeonato Paulista e cravou seu 27.º título da competição, Depois de um ano de seca de títulos, algo inusitado da era Abel Ferreira, o treinador com maior número de títulos do Palestra desabafou e pediu união, além de criticar o que acredita ser uma desvalorização do trabalho feito no ano passado.

- Abel Ferreira acerta em estratégia de Novorizontino x Palmeiras
- Murilo decide para o Palmeiras e recebe elogios da torcida
O comandante Alviverde abordou as críticas sofridas pelas equipe e relembrou a goleada amargada diante do próprio Novorizontino como exemplo da resiliência que marca o Palmeiras.
“Esse ano mesmo (tivemos críticas). Quando perdemos de 4 a 0 aqui, parecia o fim do mundo, mas fim do mundo para quem? Imprensa? Torcida? Quando jogamos juntos, a torcida, organizadas, o time, somos muito mais fortes. Não precisamos ir para o ano passado, neste ano mesmo. Nós mantemos sempre o caminho, precisamos jogar juntos por um bem maior do que nós”, cravou o técnico, em entrevista ao Globo Esporte.
Para o treinador, o título é o resultado do trabalho de uma equipe consistente que, em sua opinião, é a que mais apresenta tal característica no futebol brasileiro. Neste contexto Abel ponderou os tropeços do ano passado.
Consistência é a marca do Palmeiras
“Se tiver em conta só a análise dos títulos, tenho que concordar contigo, ano passado não ganhamos nenhum. Mas se valer a consistência do trabalho, consistência da equipe, competitividade, tenho que te dizer que fomos a equipe mais consistente ao longo dos últimos anos”, desabafou o técnico português.

SP – NOVO HORIZONTE – 08/03/2026 – PAULISTA 2026, NOVORIZONTINO X PALMEIRAS – Jogadores do Palmeiras comemoram titulo de campeao apos partida contra o Novorizontino no estadio Jorge Ismael de Biasi pela decisao do campeonato Paulista 2026. Foto: Joisel Amaral/AGIF
“Eu não posso prometer títulos, porque do outro lado também tem equipes com qualidade, grandes treinadores. Não posso desvalorizar o trabalho que foi feito no ano passado, no Paulistão, não posso desvalorizar a Libertadores do ano passado”, completou.
Para finalizar, o treinador do Maior Campeão do Brasil comentou sobre a dolorosa derrota de 2025: “Não tem como, era um cartão vermelho que deveria ter sido dado e não deu, embora a nossa presidente não goste que falem nisso. De fato, a nossa performance teria que ter sido melhor, mas está lá, tudo certo, ficamos em segundo”.
Treinador mandou recado sobre resilência do elenco palestrino

Veja também
Murilo marca na final do Campeonato Paulista, decide para o Palmeiras e recebe elogios da torcida
“Agora, chegar no final do ano e dizer que o ano é ruim, lamento quem pensa assim. Costumo dizer que nos últimos anos fomos altamente consistentes, altamente resilientes, tivemos noites mágicas. Vamos ganhar e perder, o futebol é como a vida, não é só comer pudim, às vezes vamos comer um torresmo. Não é por isso que somos melhores ou piores, a nossa consistência é essa. É uma atitude de não desistir, ser resiliente”, concluíu.








