Com a transferência de Allan, o Palmeiras passou a enfrentar o desafio de reformular seu setor ofensivo. No confronto desta quarta-feira, no Nubank Parque, terminado em 3 a 0 contra o Santos, o técnico Abel Ferreira apresentou as primeiras alternativas táticas para suprir a ausência do atacante.
Durante a entrevista coletiva, Abel Ferreira ressaltou sua flexibilidade tática ao explicar que o esquema dependerá dos encaixes contra cada rival. A prova disso veio no próprio clássico, onde abandonou a linha de três zagueiros, padrão utilizado desde a retomada do calendário pós-Copa do Mundo para atuar com uma dupla de zaga tradicional.
“O sistema é estático, mas o jogo é dinâmico. Isso roda. Sabem como joga o Chelsea? O Atlético-MG que já não perde há vários jogos. O sistema dá o que tiveres. A mim custa discutir sistema com vocês porque eu não discuto com o médico. Tem muito mais conhecimento que eu. Cada um dá sua opinião, o sistema dá o que tu quiseres”, iniciou o treinador.
Treinador valorizou esquema com três zagueiros
“Não estou aqui a confrontar, o sistema dá o que pedir a ele. Adoro três zagueiros porque me permite ter 7 jogadores a atacar. O jogo não funciona só quando temos bola. É importante os momentos de contra-ataque, de bola parada ofensiva, três zagueiros dá uma força tremenda na bola parada. Cada um olha para onde quer. Mas é bom pra discussão. Eu faço tudo aquilo que sinto que é o melhor para o Palmeiras. Palmeiras tem 112 anos de historia, certo? Tem 112 títulos?”, completou.
Abel Ferreira fez questão de valorizar a atuação de Giay, que alcançou sua primeira assistência com a camisa alviverde ao cruzar na medida para o gol de cabeça de Flaco López. O nível de entrega do argentino em campo tem agradado bastante ao treinador português.
“Para mim esse é o maior talento que uma pessoa pode ter (dedicação). E nessa dedicação ninguém é melhor que ele. Ninguém. Ele falha passes, cruzamentos, mas entrega tudo que ele tem. Com tempo, com calma, carinho da torcida, já começa a fazer assistências”, disparou o técnico do Verdão.
Abel enaltece o momento do elenco Alviverde
“Vou lhes dizer o que me dá mais gosto: quando cheguei aqui, conseguimos construir um grupo que não tinha o mesmo talento que este tem, mas que tinha uma dedicação, um espírito inacreditável. Agora estamos a juntar as duas coisas, o talento e a dedicação”, concluiu.





